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Empreendedorismo da mulher negra

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Abrir o próprio negócio é uma opção promissora para fugir do desemprego e dos baixos salários

No Brasil, o dia 20 de novembro é marcado pela celebração do Dia Nacional da Consciência Negra. A data serve de reflexão para todos nós sobre a inserção do negro na sociedade e a busca por oportunidades iguais em diversas áreas, como educação e mercado de trabalho.

Nesse segundo ponto, houve um avanço entre 2002 e 2012, conforme o Sebrae, baseando-se em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE. Entre esse período, o número de negros donos de micro e pequenos negócios no país cresceu 28%. Hoje, metade dos donos de negócios são afrodescendentes, enquanto que 49% são brancos e 1% pertencente a outros grupos.

Para a mulher negra, o empreendedorismo tem sido uma opção promissora para escapar da alta taxa de desemprego e baixos salários. No mesmo estudo o IBGE indicou que são pouco menos de 500 mil empregos formais de mulheres negras contra 7,6 milhões de mulheres brancas. Soraia Motta é um exemplo de mulher negra que alcançou sucesso ao empreender. Ela começou vendendo seus produtos para artistas negros no Fórum Social Mundial da Cultura, realizado em Porto Alegre. Hoje, é dona da loja Maria Babado de Chita, com foco em moda, beleza e identidade.

Falando em escala mundial, temos muitas mulheres negras de sucesso no mundo dos negócios e que podem servir de inspiração, não somente pela questão financeira, mas também pelo empoderamento e por ocuparem cargos importantes. Cito Oprah Winfrey, apresentadora de televisão e empresária. Seu programa, The Oprah Winfrey Show, é o talk-show de maior audiência da história da televisão norte-americana e vencedor de muitos prêmios Emmy. Ela ainda foi eleita pela revista Forbes como a mulher mais rica do ramo do entretenimento no mundo no século XX. Além disso, foi a primeira mulher negra a ser incluída na lista dos bilionários, em 2003.

Depois de 25 anos no ar, ela apresentou seu último programa em 2011. Sabe por quê? Para dedicar-se à sua própria rede de televisão, o Oprah Winfrey Network. Oprah não vem de família rica e sua história na juventude é marcada por superação, muito estudo e vontade de mudar de vida. Uma mulher negra que batalhou pelo seu espaço e conseguiu vencer.

Fontes: IBGE, Portal Africas, Catraca Livre

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05 abr 2017

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Persistir para empreender

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Saiba como uma cantora de jazz e pianista clássica serve de exemplo para abrir o próprio negócio

Seu nome de batismo era Eunice Kathleen Waymon. Para poder cantar blues nos bares de Nova Iorque, Filadélfia e Atlanta escondida dos seus pais, aos 20 anos adotou Nina Simone como nome artístico. Seu grande sonho era se tornar uma pianista clássica. Fez aulas, estudou muito e praticou, mas não foi reconhecida à época, chegando a ser rejeitada após uma entrevista para o Curtis Institute, um importante conservatório de música dos Estados Unidos.

Ela nunca desistiu. Continuou cantando em bares e aos poucos conquistou um público pequeno, mas fiel. A mistura de jazz, blues, música clássica, talento e uma voz poderosa contribuiu para o seu sucesso profissional. Eu consigo enxergar parte da trajetória da Nina Simone como uma grande inspiração para empreender. É o mesmo pensamento que quis passar a vocês quando falei sobre a Madre Teresa.

Exatamente como Nina Simone fez, a mulher que deseja começar um negócio próprio precisa ter muita perseverança e força de vontade. O caminho não é fácil e muitas portas vão estar trancadas, mas o importante é ter em mente que não se pode desistir nunca do seu sonho. Empreender é ter autonomia e liberdade, coisas pelas quais Nina Sinome lutou sua vida inteira.

Empreender não se limita a ter ideias, conhecimento técnico e estudo. São qualificações extremamente importantes, é claro, mas não o bastante. Aí vão algumas dicas:

  • Tenha iniciativa

Você não pode ficar parada. Iniciativa e comprometimento devem ser algumas das características de quem quer empreender;

  • Perseverança

Não desista. Sua ideia de negócio pode ser muito boa e promissora, mas talvez não esteja atingindo o público certo ou em uma época propícia, principalmente em tempos de crise econômica. Mas persevere na ideia até o fim;

  • Pense grande

Pensar grande não significa tirar os pés do chão. Você pode e deve desejar ter muito sucesso profissional e ao mesmo tempo adotar cautela nas decisões. Quem pensa pequeno não consegue ter uma visão ampla das oportunidades que surgem;

  • Inspire-se

Busque cases de sucesso e histórias que possam servir de exemplo. É mais fácil trilhar o próprio caminho quando você conhece os desafios e conquistas de mulheres que conseguiram empreender antes de você.

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14 mar 2017

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Empreendedorismo feminino é empoderamento

Pensar e gerir negócios próprios significa lutar por espaços de relevância na sociedade

Apesar das dificuldades, o empreendedorismo feminino é uma realidade que cresce a cada dia. Conforme pesquisa feita pela Serasa Experian, líder na América Latina em serviços de informações para empresas, 59% das mulheres empreendedoras fazem parte do grupo denominado “donos de negócios”, que significa pequenos e médios empresários, enquanto que 11% estão no grupo “elites brasileiras”, que representam adultos acima dos 30 anos, com alta escolaridade e com padrão de vida elevado.

Vivemos em uma cultura onde não se encoraja as mulheres a colocarem em prática suas ideais de negócio e lançarem seus esforços no universo empresarial. Por muito tempo nos limitaram a cargos de menor importância, salários menores em relação aos dos homens e poucas oportunidades de crescimento dentro de uma empresa.

Para nós, empreender significa muito mais do que iniciar um negócio. É o momento de lutarmos por direitos igualitários entre gêneros. Foi com esse mesmo pensamento que em julho de 2010 a Assembleia Geral da ONU criou a ONU Mulheres, a entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres. Segundo consta no site oficial, “a igualdade de gênero não é apenas um direito humano básico, mas a sua concretização tem enormes implicações socioeconômicas. Empoderar as mulheres impulsiona economias mais prósperas, estimulando a produtividade e o crescimento”.

Quando penso nessas importantes questões de empoderamento, costumo buscar figuras femininas que nos representem com força na sociedade, nos mais diversos segmentos, como Anita Garibaldi no post anterior. Além dela, vejo também em Martha Medeiros um exemplo de sucesso na literatura. A autora gaúcha, formada em Comunicação Social, lançou inúmeros best-sellers ao longo da carreira, incluindo o romance Divã, que já vendeu mais de 50 mil exemplares, além de virar peça de teatro. Martha tem grande visibilidade como colunista dos jornais Zero Hora e O Globo.

Independentemente do setor, é importante observar mulheres alcançando espaços de relevância na sociedade, pois afirma a nossa luta diária por igualdade.

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22 set 2016

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Empreendedorismo feminino é uma realidade

Já somos mais de 7 milhões de mulheres que pensam e gerem seus próprios negócios

Em busca de reconhecimento e mais espaço no mundo empresarial, o empreendedorismo feminino vem crescendo e tornando-se forte em diversos setores da economia, do comércio às indústrias, do universo digital aos negócios próprios. Segundo estudo feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Brasil possui mais de 7,3 milhões de mulheres empreendedoras, representando 31,1% do total de empreendedores que empregam no país. É dessa maneira nós estamos provando que o empreendedorismo não é mais exclusividade dos homens.

Trata-se de uma conquista gradativa e com um peso muito significativo. Se olharmos pelo retrovisor, há somente 80 anos é que as mulheres conquistaram o direito de votar e de serem votadas em eleições. Hoje nós viemos, pouco a pouco, conquistando um espaço maior na política, nas grandes empresas e gerindo os nossos próprios negócios.

Acredito que os maiores desafios nessa empreitada estão em vencer obstáculos históricos inseridos na sociedade, como as diferenças impostas entre homens e mulheres. É tendo isso em mente que busco inspirações em mulheres fortes que souberam transpor fronteiras e deixar suas marcas. No mês em que comemoramos a Revolução Farroupilha, é impossível não lembrar de Anita Garibaldi, uma figura marcante que não aceitou as condições da época e lutou por tudo o que acreditava, tendo muita fibra e convicção quando as mulheres eram forçadas a serem submissas e recatadas.

Apesar de ter morrido cedo, com apenas 27 anos, Anita entrou para a história como uma heroína. Aos 18 anos, provou sua bravura na batalha naval de Laguna, contra Frederico Mariath, quando transportou munição e armamento aos combatentes estando a bordo de uma pequena embarcação. Vinda de família modesta, precisou ajudar no sustento da família após a morte do pai, quando tinha 14 anos de idade. Anita é considerada um exemplo de dedicação e coragem tanto no Brasil quanto na Itália.

Diferente de tempos passados, hoje nós somos tomadas de autoconfiança e afirmação, o que fortalece o espírito de empreendedorismo.

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08 set 2016

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JÁ FALHOU HOJE?!

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Decidi que meu ano vai começar dia 1º de fevereiro, janeiro foi só teste!

Li isso em algum lugar e gostei, de qualquer forma realmente parece que janeiro é mais para colocar a casa em ordem, recolher os enfeites de natal, iniciar aquela dieta eterna e listar as metas, desejos e objetivos para o ano que se inicia.

OK, até agora nada de novo, mas prometo que no final tudo vai fazer sentido hehehe

Semana passada li no material de palestra do meu namorado, ele que é gerente de uma empresa multinacional e ministra algumas palestras para pós graduandos na área de TI, algo que chamou minha atenção e fez com que eu tivesse que usar minha fiel companheira, a caneta marca texto. Estava escrito:

“ALCANÇANDO O FRACASSO”

“Desenvolver com maestria algo que ninguém quer”

Fiquei intrigada e claro que pedi uma pequena apresentação do assunto em casa.

Disse ele (baseado em muitos estudos de caso), que muitas vezes desenvolvemos produtos e serviços, demandamos tempo, dinheiro, criatividade, entusiasmo… para criar algo que ninguém quer!

Sim, concordo!

Mas e ai, como resolvemos isso?

Disse ele (baseado em mais um monte de livros, artigos e histórias de quem fracassou e superou o fracasso)

“- Você precisa, CONSTRUIR, MEDIR e APRENDER – repita este círculo múltiplas vezes e o mais rápido que puder, assim terá mais chance de sucesso”.

De forma resumida e baseada nas minhas próprias teorias, acho que para termos mais chance de sucesso (seja na vida pessoal ou profissional), nada melhor do que:

TESTAR!!!

Então nesse ano de 2016, tire um tempo para testar você, testar suas habilidades, testar seus limites, testar sua capacidade, testar seus sonhos, testar seus medos… janeiro foi meu mês de teste, estipule o seu e alcance o sucesso!

Até porque, pior do que tentar algo novo e falhar é não tentar e continuar onde está.

Abraço, Scheron

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16 fev 2016

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Muito prazer… :)

Quando fui convidada para ser colunista do Entre Elas, aceitei na hora, porque admiro muito esse tipo de movimento entre mulheres e me senti honrada em fazer parte disso, mas minutos depois de ter aceitado me deu aquele frio na barriga e comecei a pensar sobre o que escrever para inspirar mulheres que já são inspiradoras.

Perguntei para a Manuela Damasceno, mentora do projeto, o que as mulheres gostariam de ver por aqui e ela sugeriu que eu escrevesse algo leve, assim como as crônicas da Martha Medeiros que eu tanto gosto.

Então uma lâmpada se acendeu sobre minha cabeça, como nos desenhos animados e “plim” ‘- Já sei, no meu primeiro texto vou me apresentar para as leitoras, para que elas me conheçam e para que mesmo de uma forma virtual a gente possa ficar um pouco mais íntimas”. Sim, porque eu me sinto super íntima da escritora Martha Medeiros, ao ler algumas crônicas eu poderia jurar juradinho que ela tinha escrito especialmente para mim (risos). Então vamos lá:

Meu nome é Scheron Dilkin Wiatroski, mas atendo por Scheron Pipoca também, tenho 29 anos, formada em magistério, bacharel em Direito, empresaria, blogueira e agora colunista.

Se eu tivesse a chance de escolher ser outra pessoa, eu recusaria e escolheria ser eu mesma. Já me conheço o suficiente pra saber que sou alegre, adoro dançar, ir à praia, banho de sol, ficar de papo furado. De ficar de pernas pro ar olhando filmes e seriados, dar boas gargalhadas. Estou aprendendo a fazer amigos eternos e alguns poucos amigos pra toda hora. Sou tagarela, mas também quieta demais quando alguma frase fica engasgada! Meu sorriso não é discreto. Não sei fazer cálculos matemáticos, não me pergunte, pois, vou precisar de no mínimo, uns 10 minutos para responder. Fico dias mirabolando um fato. E mais dias ainda fazendo planos. Às vezes dá certo, às vezes não.

Meu pavio já foi muito curto, mas hoje percebo que o tempo e os acontecimentos da vida foram me deixando mais calma e dócil. Não me conte uma tragédia que eu choro, mesmo que escondida. Eu como pensando nas calorias, embora não deixe de comer nada em função delas. Estou aprendendo a pensar mais em mim.

Sou virginiana: Inquieta, ansiosa, organizada com minha bagunça. Adoro detalhes e por isso, preciso saber quem foi, quem estava, que dia, bonito ou feio. O que disse, com que roupa, quem ligou e o que queria. Ok, agora repete. Quero saber mais. Histórias mal contadas não estão com nada. Não me diga que é segredo e não pode me contar, pois, eu vou querer saber a todo custo.

Nunca lembro o nome das pessoas, sei que já olhei tal filme, mas não me pergunte o que acontece na trama. Adoro fotos. Sim, e tenho mil e duzentas frescuras. Mas meu olhar não mente.

Amo festa. Pode me convidar que sou parceira, mas gosto de ficar quieta às vezes, não sozinha. Fico encasquetada com qualquer coisa. Penso demais na vida e tenho uma imaginação muito fértil.

Tenho overdoses diárias de ansiedade: sofro antes, choro depois, fico impaciente. Se tem uma coisa que quero aprender é a arte de ter paciência. Mas não consigo, estou sempre em movimento.

Tenho um amor pelo verão. Mas gosto da simplicidade do inverno e sou apaixonada pela primavera que é uma mescla de verão com inverno e de quebra flores para decorar.

Sofro das projeções que faço e não dão certo. Sou a favor da cirurgia plástica, seja ela qual for. Mas não quero ser um molde. Prefiro qualidade à quantidade. Preciso ver pra crer, acredito mais em atitudes do que em palavras.

Tenho um sexto sentido, mas não sei me guiar por ele.

Sou ciumenta, mas sei esconder bem isso. Acho que a rotina é um bom ingrediente pra qualquer relacionamento e, por isso, não tenho medo dela.

Optei pelo Direito por ter um imenso amor pelo conhecimento. Acredito na educação e valorizo as pessoas. Dou um valor absurdo na vida, a minha própria vida.

Admiro pessoas sinceras, verdadeiras e humildes. E ainda acredito que isso basta. Confiança é tudo. Tenho sempre uma resposta na ponta da língua. Mesmo quando ela fica só no pensamento.

Eu me emociono quando vejo propaganda de natal e também quando escuto música antes de dormir. Tenho um filho canino, o Prince, um pug, meu companheiro. Hoje como empreendedora percebo que cresci e que cuidar da vida profissional não é tarefa fácil, mas sinto um prazer enorme em ter meu negócio. Não sou uma pessoa movida de fé, nem rezo todas às noites, mesmo sabendo que deveria agradecer pelo dia que passou, mas sempre levo um papo com o meu anjinho da guarda e peço para ele cuidar mais da minha família do que de mim. Ainda tenho mil planos e gosto de sonhá-los todos ao mesmo tempo. Essa sou eu, ou pelo menos um pouco de mim…

Agora gostaria de saber que tipo de textos esperam de mim, o que gostariam de ver por aqui que ainda não está sendo escrito…quero conhecer vocês.

Aguardo sugestões: scheronpipoca@gmail.com

EE-Colunista-Scheron-Dilkin

EE-Colunistas-aviso-geral

14 set 2015