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Mais autoconhecimento para um consumo consciente

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Comprar em brechós tem várias vantagens: a gente economiza, coopera com o meio ambiente e ainda encontra peças vintage únicas. O que a gente leva um tempo para se dar conta, é o quanto esse exercício de garimpar é também uma forma de nos conhecermos melhor. Comprar em brechó é exercício de autoconhecimento. E quanto mais autoconhecimento, compraremos melhor, mais consciente.

Mas esse “garimpo” pode ser aplicado em todas as nossas idas a qualquer tipo de loja. Mas como assim¿ Quando a gente vai a um brechó não tem à disposição mil opções de roupas em diversos tamanhos para escolher. É importante conseguir reconhecer o potencial de uma peça de roupa, por isso é fundamental que a gente tenha consciência do nosso corpo e do nosso estilo pessoal, independente de tendências.

Podemos aplicar esta consciência na hora de comprar pela internet, na loja do bairro, no shopping… Não é maravilhoso quando compramos algo do qual realmente nos cai bem e combina com nossa personalidade¿ Quando nos conhecemos melhor, não existe vendedora que vá fazer você levar algo sem você ter curtido, mais autoconhecimento para comprarmos melhor, e consequentemente, nos sentirmos felizes.

As ‘fast fashions’ facilitaram as nossas vidas por um bom tempo. Muitas opções de roupas, com tecidos variados, modelagens diversas, e uma enxurrada de “looks da moda”. Por um tempo esse modelo de consumo fez muito sentido, era prático entrar em uma loja e encontrar todo tipo de roupa rapidamente, sem fazer muito esforço. Esse processo nos ensinou a consumir sem pensar, na maioria das vezes agimos assim apenas para suprir nosso desejo de consumo pela última tendência do momento.

Por um tempo esquecemos dos nossos gostos pessoais, de usar o que condizia com nossa personalidade ou aquilo que nos fazia realmente bem, a verdade é que consumimos anestesiados, movidos apenas pelo desejo de ter cada vez mais, sem nenhum tipo de reflexão a respeito do nosso corpo e do nosso estilo pessoal. Quem nunca se pegou em casa com uma peça de roupa que não sabia responder o porquê de ter comprado¿!

Já quando compramos em brechós as peças exclusivas com modelos e tamanhos únicos nos forçam a fazer escolhas baseadas no que realmente gostamos. Não existem muitas opções, não existe uma cartela de cores, e é assim que começamos a exercitar o olhar para aquilo que gostamos de fato, esse ato de buscar algo de valor faz com que a gente passe a valorizar o que temos de melhor, a compreender as modelagens que nos encaixam, as estampas de nos representam, e o estilo que queremos pra nós, buscamos aquilo que queremos usar para transmitir a nossa personalidade em sua essência.

E é assim que praticamos o autoconhecimento toda vez que entramos em um brechó ou loja tradicional, dispostas a achar uma nova roupa, e essa atitude nos faz refletir sobre quem somos e sobre a importância de como consumimos.

O hábito de consumir de forma mais consciente nos torna um pouquinho melhor a cada dia por diversos motivos, e é bom a gente prestar atenção nisso, reconhecer essa mudança que é por fora mas também nos transforma por dentro.

Manuela Damasceno | Diretora da Breshop e consultora de moda

manueladamasceno@yahoo.com.br | 51 98539-5550

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27 jun 2017

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Como surgiram os brechós

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Na atualidade, crise e busca por sustentabilidade fazem crescer vendas de roupas usadas. Os brechós se tornaram referência para garimpar peças clássicas e comprar peças de marcas por preço mais acessível.

As primeiras lojas de segunda mão no mundo apareceram no século XIX e ficaram fortemente populares com as crises produzidas pela Primeira e Segunda Guerras Mundiais principalmente através da Cruz Vermelha com a venda de produtos doados a preços bem acessíveis.

Os brechós tiveram sua origem nos mercados de pulgas da Europa, onde se podia comprar e vender praticamente tudo. As feiras aconteciam ao ar livre e como as peças eram usadas e não havia lá muita preocupação com a higiene, animais como pulgas eram comuns, daí a origem do nome “mercado de pulgas”.

Em Paris, existe um Mercado de Pulgas mundialmente conhecido. Foram-se as pulgas e o lugar hoje é um antiquário lindíssimo, clássico, chic tudo a ver com Paris. Existem desde selos até obras de arte de muito bom gosto.

No Brasil o termo ‘brechó’ surgiu no século 18, devido a um vendedor de nome Belchior, que vendia roupas e artigos de segunda mão no Rio de Janeiro. Décadas mais tarde, adotou-se pela má compreensão/audição da palavra Belchior, o termo ‘brechó’.

No Brasil, o brechó começaria a ser consolidado como negócio somente na década de 1970, quando a cantora Maysa, inspirada pelo conhecimento deste tipo de negócio adquirido em suas viagens a Europa, fundou na rua Djalma Ulrich, em Copacabana, Rio de Janeiro, seu próprio brechó, intitulado Malé de Lixo. A musa comercializava roupas, calçados, bolsas e acessórios que foram utilizados por ela e amigos. Em tempos de valorização da moda nacional, o brechó foi recebido como novidade e uma agradável alternativa de consumo, porém não foi valorizado até as décadas de 1990-2000, período marcado pelo alvorecer do consumo consciente e um crescente interesse pela sustentabilidade. Mesmo período que a moda vintage começou a se propagar fortemente nos Estados Unidos, saindo da Europa para o resto do mundo. Em Hollywood, o vintage começou a ser visto como tendência de moda a partir de 2001, quando Julia Roberts recebeu o Oscar com um modelo do estilista Valentino de 1982, garimpado em brechó.

Muito mais que uma roupa exclusiva, as peças antigas possuem outras qualidades. Os tecidos de décadas atrás tinham um diferencial. As coisas eram feitas para durar mais. Mas os brechós não vendem só vintage, alguns são focados neste nicho, mas a maioria possui variadas opções, marcas e estilos. Outra vantagem dos brechós: a questão da sustentabilidade. Com o tempo as pessoas vão entender que, assim como economizar sacolas de plástico e ter sua eco-bag, comprar roupas usadas ajuda a preservar o ambiente.

Reutilizar as coisas é uma tendência mundial, e com as roupas não é diferente. Estas lojas já são bastante comuns na Europa, e aqui no Brasil também deve popularizar cada vez mais.

E você, compra em brechós?

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25 mai 2017

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Por que nosso pensamento multiconectado vale ouro

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Faz algum tempo que eu assisti a um vídeo no Youtube com um trecho da apresentação tipo stand-up comedy do humorista Mark Gungor, onde ele explica a diferença entre o cérebro feminino e o masculino. Ele começa a falar sobre isto nos 16 min de vídeo.

Apesar de ser uma piada, faz todo sentido. Ele explica que o cérebro do homem é formado por caixas criteriosamente divididas por temas. Tem então a caixa da mulher, da família, do cliente, da mãe, da empresa, do futebol, etc. E um detalhe importante: as caixas não se tocam jamais. Sendo assim, os homens tratam do conteúdo de uma caixa por vez. Resolveu uma caixa? Ela é fechada e eles partem para outra.

Uma caixa por vez, de forma linear, pontual e objetiva. Assim, a caixa que corresponde ao trabalho, onde está rolando maior stress e cobranças não vai interferir no encontro com a namorada à noite, por exemplo.

Já o cérebro feminino é formado por um enorme rolo de fios que se configuram como um novelo e conectam simplesmente tudo a tudo.  O stress do trabalho está ligado ao cartão de crédito que remete à briga em casa, que leva à conversa que está agendada na coach, que inspira uma ideia para resolver a briga em casa e um problema de trabalho, seguindo para a roupa que precisa usar no próximo evento social. A nossa rede de conexões nos permite percorrer todo um ‘universo’ em segundos.

Apesar de meia machista a piada, ela é realmente engraçada e tem muita verdade.

Ele diz que a mulher precisa falar mais, pois precisa explicar todas as conexões.  E para um homem, quando um evento acontece, categorizam como um “evento”. Já para nós, não é só um evento, mas todos os detalhes conectados com o evento.  Isto explica muita coisa! O feminino se revela através da emoção, do sentir, da negociação, da contemplação, dos relacionamentos, da afetividade.

Sendo assim temos o cérebro-caixa vesus o cérebro-novelo. No mundo corporativo, tanto como colaboradora, como dona, fala-se nos últimos anos sobre a importância e do destaque da presença feminina, justamente pelo cérebro-novelo.

A crise econômica acelerou o processo de mudança e aumentou a demanda por mão de obra feminina, uma vez que as mulheres ão mais flexíveis e adaptam-se melhor a mudança.  Somos multitarefas sim, como já ouvimos falar há muito tempo por aí, por conta do nosso cérebro-novelo, somos sensíveis, aptas a nos conectar e gerenciar ambientes flexíveis, formamos empresas mais matriciais e menos hierárquicas.

Hoje temos cada vez mais a valorização do indivíduo, sua qualidade de vida, seus interesses, seus sonhos. Tudo isso é fruto desta revolução silenciosa vinda através desta força feminina.

O poder do feminino nas organizações é fator primordial para o sucesso de pessoas, empresas, nações e negócios. Aqueles que conseguem trabalhar estas forças de modo sensato e positivo, extraindo o melhor de cada uma, sem dúvida estarão muito a frente no caminho do sucesso.

O ideal, seja homem ou mulher é, observar e praticar a objetividade do universo masculino, mas ter a sensibilidade do universo feminino para saber o momento de ceder, recuar ou avançar ainda mais.

No mundo corporativo do século 21, com a era digital, nosso pensamento multiconectado vale ouro.  Melhor para nós e nossos cérebros-novelo, que conetam tudo com tudo.

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14 fev 2017

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História empreendedora Mônica Santos

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No último evento do ano do Entre Elas, tivemos a honra de contar com a presença de Mônica Santos, esgrimista, gaúcha, mãe, mulher e batalhadora, na história empreendedora.

Mônica teve a perda dos movimentos das pernas em 2002, e na busca de saber o que estava acontecendo, descobriu uma gestação de 4 semanas. Como quase toda mulher, Mônica sonhava em ser mãe. Entre interromper a gestação ou ter a chance de voltar a caminhar, optou por levar a gravidez até o final.

Paolla, junto com o marido, são a grande inspiração para a Mônica na sua luta diária para superar desafios, dores e todos os obstáculos da vida.

Além de uma mulher muito bonita, o sorriso que Mônica carrega, junto com sua simplicidade, por si só, são pura inspiração.

Depois de muitas fisioterapias, adaptada na sua ‘nova vida’ e com a filha “criada”, Mônica buscou algum propósito maior, queria se sentir mais realizada. Foi onde resgatou na sua paixão pelos esportes, pois quando era jovem pensou em ser jogadora de futebol, a busca por alguma atividade que lhe desse a tal realização.

Tentou basquete, experimentou kart e vela, e ainda ciclismo e tiro esportivo, até que em 2010, a esgrima lhe escolheu e a acolheu para a alegria do RS e do Brasil. Pois de lá pra cá Mônica já conquistou diversas medalhas, viajou o mundo representando o esporte, tanto em equipe, como solo. E este ano para orgulho geral, ela participou dos Jogos Paraolímpicos do RJ.

A paixão pelo esporte deu novas oportunidades à Mônica, e você, qual sua paixão? O que pode te mover rumo a novas conquistas?

Segundo a Mônica, podemos e devemos ser nosso próprio ídolo, pois é VOCÊ  e VOCÊ no final.

“Não existem limites para a felicidade.” O importante é aproveitar e curtir muito o trajeto. É nele que você aprende, erra, se supera, conhece gente, se aprimora e vive o presente da vida.

A Mônica é uma história empreendedora inspiradora, pois ela foi lá e fez, teve resiliência para se reinventar, não se posicionou como vitima do mundo, supera assim como muitas mulheres, grandes desafios, preconceitos, dores… diariamente. Ser mulher, ser portadora de deficiência no Brasil, ser esportista no Brasil, ser de uma cidade do interior, entre outras adversidades, nunca limitou a força de vontade desta grande mulher. Uma bela história para encerrar 2016, né?

Ano que vem contaremos mais histórias e inspiraremos muito mais mulheres!

Grande abraço!

manu damasceno entre elas NH

13 dez 2016

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História Empreendedora: Aline Heinen da Star Bags

Milene Venter Fotografias-129

Dizem pesquisas que se empreende por necessidade ou por oportunidade. Ou seja, se avalia uma demanda que ainda não foi atendida ou está carente e se cria uma OPORTUNIDADE. Ou por, falta de emprego, por recolocação no mercado ou ainda, para ocupação por uma depressão ou outra doença, se empreende por necessidade. A Aline da Star Bags identificou uma oportunidade, mas também uma necessidade. Como assim?

Aline teve sua mala trocada no aeroporto, o que não é uma experiência legal, e depois disso teve a ideia de pedir para sua mãe fazer uma capa para sua mala. A capa que sua mãe produziu fez sucesso nas viagens e entre amigos.

Ela aproveitou uma oportunidade de demanda para um produto inovador e, a necessidade do seu marido precisar trabalhar na época, pois estava desempregado. Pronto, nasceu a Star Bags.

Star Bags é uma capa de proteção para malas que proporciona segurança, beleza, economia, personalização e praticidade.  Possui fechamento que permite cadeado e com possibilidade de personalização.

A Star Bags já teve loja no aeroporto de POA e neste inverno, está tendo uma loja em Gramado, aqui no RS, onde nesta época a cidade é repleta de turistas, além da loja virtual.

Apesar de todas as dificuldades que um empreendedor enfrenta neste país, a empresa só cresce. A Aline ainda não trabalha full time na Star Bags, mas o projeto só cresce e em breve torcemos para ela dedicar 100% do tempo neste projeto super inovador e bacana. Ela dedica um turno de trabalho para a empresa e tenta equilibrar com sua vida profissional e pessoal.

Com dedicação, coragem, persistência e um pouco de cara de pau, a Aline conseguiu emplacar matérias de TV com a Star Bags, em programas como: Bom Dia RS e Pequenas Empresas, Grandes Negócios.

Um depoimento bacana que a Aline deu na sua participação no último Entre Elas, em julho, foi de que o empreendedorismo resgatou e uniu sua família. E nós do Entre Elas acreditamos muito no poder transformador do empreendedorismo. As vezes alguns acontecimentos em nossas vidas nos fazem agir ou desencadeiam paixões que podem fazer nascer um plano profissional totalmente novo.

Próximos planos? Franquias, vendas nos EUA…o céu é o limite.

Quer presenciar a próxima história empreendedora? Dia 21 de Setembro, Eliane Magnan vai contar a sua história e da Elegance Lingeries. Garanta seu ingresso aqui.

Acompanhe nossas redes sociais: Instagram.com/projetoentreelasFacebook.com/entreelasnh

manu damasceno entre elas NH

11 ago 2016

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3 Lições do filme Missão Madrinha

Eu escrevo sobre casamento e festas desde 2009, quando criei um blog sobre o assunto, na época eu tinha começado a organizar meu próprio casamento.  Espia o blog aqui! Desde 2009, claro que já olhei vários filmes sobre madrinhas, casamentos e afins, a grande maioria é comédia sobre este período tão, digamos, ‘especial’.

Mas estes dias tava começando o filme ‘Missão Madrinha’ no Telecine Fun e eu então fui olhando, o filme tem a atriz Melissa McCarthy, da série Mike & Molly, que eu adoro. Então mesmo o filme sendo mais velho, eu decidi acompanhar.

Eis que agora, numa fase não noiva, eu devo ter aproveitado o filme com outro olhar, além de rir, pois sim, o filme é MUITO engraçado para um filme, digamos mulherzinha. Sim, parece preconceito dizer filme mulherzinha, mas este termo super usado é uma categoria de filmes que os homens torcem o nariz, e uma das coisas boas em ser mulher é poder olhar esta categoria de filmes sozinha, rir, chorar. Coisas que homens também podem e devem fazer, mas pra gente é terapia.

Então vamos conferir 3 lições tiradas do filme:

Lição 1 – Fracasso x Sucesso

A melhor amiga da noiva, está passando um perrengue. Pois sua antiga loja de doces, do qual ela que fazia os doces, faliu. Dividindo apartamento com dois irmãos, um casal bizzaro, ela possui um carro velho e trabalha atualmente numa joalheria.

A mais nova amiga da noiva, é rica e quer mostrar isto em suas escolhas, como vestido, local da despedida de solteira(Vegas), entre outros exageros.

Quer nos deixar mais pra baixo do que alguém ostentando tudo que você não tem? Ou então nos colocando numa pressão para gastar o que não temos num dos momentos mais “sem grana” da vida da gente?

Poisé, a amiga a noiva desde infância, a “doceira”, tinha na cabeça que tinha fracassado com sua loja de doces e largou esta paixão de lado, seu mindset projetou que permitir falir uma loja, é motivo que ela não poderia mais ter uma loja, pois para ela e seus familiares, ela tinha fracassado.

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Mas vamos ao contexto real: ela poderia ser boa no produzir os doces, mas e a gestão? Ela tinha alguém bom para fazer ou ela então foi aprender?

E o ponto de venda? Era bom para o seu negócio?

Como era feito o marketing? Mostrava o propósito do negócio?

Então minhas caras, falir é uma coisa normal, em nosso país somos discirminados por tal ato, mas ter sucesso não siginifica não ter falido, não ter pegado empréstimo para sanar dívidas, não é ter errado muito até acertar. E aí entra a resiliência, a coragem empreendedora. Claro, que ninguém deve e vai ficar anos tentando algo por amor que não lhe proporciona lucro, pois isto adoece e estressa qualquer um. Mas é preciso avaliar o contexto, tem muita gente abrindo empresa, não investindo em marketing inteligente, as vezes num ponto de venda horrível, e daí fecha em um ano e fica com a imprensão que não é bom administrador, não nasceu para fazer aquilo, que empreender na sua paixão ou hobby é para quem já tem muito dinheiro. Mito! É preciso pegar os aprendizados, como disse a Scheron no último texto dela, e testar rápido, errar rápido e aos poucos, nós acertamos.

Lição 2 – Amar a nós mesmo para querer ser amada

Se nem você confia em si mesma e se ama, como querer exigir isso dos outros? Amor próprio deve sim vir antes de amor aos filhos e ao marido. Pois só se amando e confiando em si, estará com autoestima para dar amor, passar confiança, afeto, ser boa companhia e inspirar quem te rodeia. Fato! Se ame, para ser uma mãe maravilhosa, se ame para ser uma boa profissional e líder, se ame para dar amor ao seu par, se ame para se sentir empoderada! Como? Se cuide, se mime, se hoje fez faxina no banheiro, amanhã deixe os pés ‘de molho’ num spa caseiro, emagreceu? Se permita comprar uma nova lingerie, não use ‘roupa de casa’ se trabalha em casa, use uma roupa que quando se olhar no espelho vá reafrimar a auto imagem que você quer ter de você: uma mulher segura, amada e que faz acontecer. Na BYS, empresa de consultoria de estilo e imagem, do qual sou sócia, nós temos um trabalho que resgata muito bem a auto-estima e o amor próprio das mulheres, é transformador. Confira aqui!

Lição 3 – Problema x Solução

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Tem um texto de  Osho que reflete sobre a questão das pessoas realmente quererem resolver seus problemas. Ele traz que existem pessoas que se não tiver problema, não terão sobre o que falar.  E ele questiona: “VOCÊ QUER MESMO RESOLVER SEU PROBLEMA, OU SÓ QUER FALAR SOBRE ELE ?
Quando li o texto dele, me identifiquei com as pessoas que querem resolver os problemas das outras pessoas, pois se alguém vem me dizer que está com dor, eu já questiono foi no médico, fez tal coisa, tomou tal chá, agradece por estar vivo? Se não está vendendo, penso em soluções para sugerir, pois REALMENTE acredito que a solução de nossos problemas só acontecerá por nós.

Um trecho deste texto maravilhoso de Osho:

“As pessoas se agarram às suas doenças, se agarram às suas queixas, se agarram a tudo que as afligem. Elas vivem dizendo : “Isso é como uma ferida e eu gostaria que ela fosse curada”. Mas lá no fundo elas continuam criando feridas, porque, se todas as feridas forem curadas, elas têm receio de que também deixarão de existir.”

Eu sou meio pá, pum, chega de mimimi, se quiser tem que fazer e assim por diante. Então este questionamento que uma das madrinhas faz para a melhor amiga da noiva no filme é super verdade, nós somos o nosso problema, e somos a solução. Doença crônia é igual a comportamento crônico, seja de comer mal, de ser sedentário, de fumar, de beber….

Então nossos problemas são produzidos através de escolhas e ações nossas, sofremos ou curtimos as consequências. Ficamos reclamando ou procuramos a solução. O sofrimento existe porque damos força a ele. Sem nossa força nada pode existir.

manu damasceno entre elas NH

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26 fev 2016