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O eco do amor

Imagem site entre elas empreendedorismo feminino 13

Vocês já ouviram falar daquele ditado: o eco é resultado do som que emites?

Então, estamos prestando atenção no que andamos emitindo?

Ao pensar nessa máxima me remeto ao meu processo de educação junto á minha filha. Incrível como na educação as coisas funcionam assim, uma troca diária. Aquele padrão autoritário, ríspido, das agressões, do Eu sempre falo e VOCÊ sempre me escuta caíram por terra faz algum tempo… Não, não estou em hipótese alguma dizendo que devemos ser amicíssimos de nossos filhos e que “Abaixo a ordem viva o caos”.  Não. Só estou dizendo que estabelecer uma relação de escuta, de companheirismo, de trocas faz com que o que emites retorne positivamente.

Meu filho não me conta nada da sua vida, não sei de sua vida escolar, não sei de seus amigos, o que está acontecendo nas “sociais” (leia-se Festinhas, as antigas Reuniões Dançantes! Rsrsrs), nem muito menos o que se passa no seu coraçãozinho de passarinho. Mas veja bem, você acha que de uma hora para outra o jovem irá contar? Que até ontem você mal queria saber (de verdade) como tinha sido o seu dia, que até ontem ele te olhava com uma carinha dizendo implicitamente: Falem comigo, queiram saber de mim, sem julgamentos, quero partilhar meus anseios, minhas alegrias…

Cada família sabe de seus valores, conduzem da forma que acreditam ser a melhor, da forma que lhe foi passada e é baseada nesse modelo que aplicam na relação. Ou até mesmo extremamente ao contrário. Na falta de necessidades básicas atendidas, suprem em demasia o filho. Mas estamos falando aqui de relação de afeto. De confiança. De um caminho construído desde sempre. Nunca fugindo das responsabilidades que a paternidade/maternidade nos trazem.

Li esses dias que nossos filhos seguirão nosso exemplo, e nem sempre nossos conselhos. Você vai dizer:olhe pros dois lados antes de atravessar e ele irá atravessar correndo sem pestanejar! E quer saber? Acho que devem mesmo, devem ter algumas sensações e experiências que cada fase oferece na sua louca transgressão (gente, tudo dentro da normalidade, da idoneidade,da sanidade). São humanos e não perfeitos. O discernimento não deverá faltar, mas a vivência faz coisas incríveis com a pessoas, e passar essas fases em branco seria uma poda lastimável.

O ano de 2016 foi bem atípico, e para mim foi marcante no sentido de ver meu exemplo ser muito forte na vida da minha filha. Estou sempre muito envolvida em ações em prol do outro e nas condições e cenário correspondente, vi minha filha fazendo o mesmo. Se me enchi de orgulho? Claro que sim, mas como tudo na vida temos o Ônus e o Bônus.

Ví seu coração partido com a falta de solidariedade, vi seu olho lacrimejar com a falta da verdade em grupos de amigos, vi seu whats tocar com a seguinte frase: Duda está aí? Preciso de tua palavra amiga, me chame quando puder, vi ela selecionar seus “crushs” por comportamento (Mãe, fulano bebe todos os dias, nem pensar…), vi ela cumprindo vários compromissos com a Liga Jovem de Combate ao Câncer em sábados onde poderia estar com amigas ou passeando com a família, vi ela sentando para conversar ou almoçar com colegas não tão “pops” para não deixar que ficassem sozinhos…

E na hora da conversa, sou escuta, sou reprovação, sou amiga, sou risada, sou fonte de questionamentos, sou chata, sou a melhor mãe do mundo… Mas plantei. Me atualizei. Precisei fazer cursos, precisei ler, precisei ficar preocupada, precisei abdicar de muita coisa pra ter esse retorno. E a caminhada continua, todo dia, sem parar e sem cessar!

Estou emitindo sinais de amor, de conta comigo, de assim não pode, de Desculpas errei, de Nãos, de Eu te Amo. E o eco que tem voltado tem sido lindo. Abundante.

Muita gente tem recebido esse eco memorável. E quem ainda tem como retorno um vazio,um silêncio, uma porta batida dou um conselho (se me cabe e se me permitem é claro): tudo tem cura. Persista, se remodele, vá tateando e descobrindo a brecha. Não é porque estamos na condição de Pais que não podemos aprender,de baixar a guarda, de se deixar amar, de ser escuta.

Depois me conte que Eco tens recebido! Tenho certeza que será o som mais lindo que seus ouvidos poderão escutar…

EE Colunista Dani GrahlEE-Colunistas-aviso-geral

01 mai 2017

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Sobre ser Mãe Empreendedora e aproveitar as oportunidades

Sabe quando uma oportunidade bate na sua porta e você não tem como dizer não? Pois é… comigo foi quase isso. Digo quase, porque eu poderia dizer ter dito não, mas preferi correr o risco e entrar de cabeça em um novo negócio.

Foi tudo muito rápido, porém não foi fácil. Recém havia passado por um processo de decisão entre abandonar um emprego estável (um bom emprego) e trabalhar Home Office com Assessoria Administrativa para poder cuidar do meu filho. Resolvi aderir ao Empreendedorismo Materno e as coisas fluíram bem, melhor do que pensava, inclusive.

Quando eu pensei que está tudo encaminhado, eis que surgiu a tal oportunidade, de ser dona de um novo negócio, um Coworking. Fiquei com dois corações. Por lado eu poderia ficar na minha zona de conforto e continuar em casa com o baby e por outro eu poderia encarar um desafio e ampliar meus negócios.

Optei pela segunda opção, mudei toda minha rotina: coloquei o baby na creche (com o coração na mão) e fiquei morrendo de medo que algo desse errado.  Mas sabe que eu percebi? Que as coisas se ajeitam naturalmente, ele adora a creche e eu estou amando meu novo desafio.

O empreendedorismo materno não precisa se resumir somente ao Home Office. Hoje eu preciso cumprir um horário, é verdade, mas em contrapartida, tenho flexibilidade para administrar meu tempo como achar melhor, inclusive para ficar com meu filho quando bem entender.

E outra coisa que eu percebi, é que saindo do Home Office eu me senti muito mais motivada para trabalhar, conheci várias pessoas bacanas e posso cada vez mais fazer o que eu gosto, apoiar micro e pequenos empreendedores.

Uni o útil ao agradável: mantenho minha Assessoria e minha produção de conteúdo, e tenho contato com empreendedores das mais diversas áreas com meu Coworking e escritório compartilhado.

Da trabalho manter 2 negócios, cuidar de si, da casa e da família? Sim, muito. Mas me sinto realizada fazendo o que amo.  Poderia ter dito não, mas a verdade é que ter dito sim fez muito bem para mim e para toda minha família, inclusive para meu filho.

EE-Colunista-12-Gabriele-Rech

EE-Colunistas-aviso-geral

16 out 2015