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Como surgiram os brechós

Imagem site entre elas empreendedorismo feminino 18

Na atualidade, crise e busca por sustentabilidade fazem crescer vendas de roupas usadas. Os brechós se tornaram referência para garimpar peças clássicas e comprar peças de marcas por preço mais acessível.

As primeiras lojas de segunda mão no mundo apareceram no século XIX e ficaram fortemente populares com as crises produzidas pela Primeira e Segunda Guerras Mundiais principalmente através da Cruz Vermelha com a venda de produtos doados a preços bem acessíveis.

Os brechós tiveram sua origem nos mercados de pulgas da Europa, onde se podia comprar e vender praticamente tudo. As feiras aconteciam ao ar livre e como as peças eram usadas e não havia lá muita preocupação com a higiene, animais como pulgas eram comuns, daí a origem do nome “mercado de pulgas”.

Em Paris, existe um Mercado de Pulgas mundialmente conhecido. Foram-se as pulgas e o lugar hoje é um antiquário lindíssimo, clássico, chic tudo a ver com Paris. Existem desde selos até obras de arte de muito bom gosto.

No Brasil o termo ‘brechó’ surgiu no século 18, devido a um vendedor de nome Belchior, que vendia roupas e artigos de segunda mão no Rio de Janeiro. Décadas mais tarde, adotou-se pela má compreensão/audição da palavra Belchior, o termo ‘brechó’.

No Brasil, o brechó começaria a ser consolidado como negócio somente na década de 1970, quando a cantora Maysa, inspirada pelo conhecimento deste tipo de negócio adquirido em suas viagens a Europa, fundou na rua Djalma Ulrich, em Copacabana, Rio de Janeiro, seu próprio brechó, intitulado Malé de Lixo. A musa comercializava roupas, calçados, bolsas e acessórios que foram utilizados por ela e amigos. Em tempos de valorização da moda nacional, o brechó foi recebido como novidade e uma agradável alternativa de consumo, porém não foi valorizado até as décadas de 1990-2000, período marcado pelo alvorecer do consumo consciente e um crescente interesse pela sustentabilidade. Mesmo período que a moda vintage começou a se propagar fortemente nos Estados Unidos, saindo da Europa para o resto do mundo. Em Hollywood, o vintage começou a ser visto como tendência de moda a partir de 2001, quando Julia Roberts recebeu o Oscar com um modelo do estilista Valentino de 1982, garimpado em brechó.

Muito mais que uma roupa exclusiva, as peças antigas possuem outras qualidades. Os tecidos de décadas atrás tinham um diferencial. As coisas eram feitas para durar mais. Mas os brechós não vendem só vintage, alguns são focados neste nicho, mas a maioria possui variadas opções, marcas e estilos. Outra vantagem dos brechós: a questão da sustentabilidade. Com o tempo as pessoas vão entender que, assim como economizar sacolas de plástico e ter sua eco-bag, comprar roupas usadas ajuda a preservar o ambiente.

Reutilizar as coisas é uma tendência mundial, e com as roupas não é diferente. Estas lojas já são bastante comuns na Europa, e aqui no Brasil também deve popularizar cada vez mais.

E você, compra em brechós?

EE-Manu Damasceno Colunista-02

EE-Colunistas-aviso-geral

 

25 mai 2017

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A mesma peça, muitas histórias!

Com as mulheres tomando as rédeas das próprias vidas, muitos paradigmas estão sendo quebrados simultaneamente. O consumo sendo minado pelo minimalismo e a sustentabilidade sendo protagonista neste contexto. Apenas  alguns dos benefícios desta nova percepção.

A questão consumismo é foco da questão. Nós mulheres, temos a fama de comprar em demasia. Na verdade temos necessidades criadas que sustentam o desejo de consumir. Foi nos imposto que para cada ocasião, uma roupa diferente. Que não era bem visto repetirmos o look. E daí vai… Tendências em roupas, sapatos e acessórios. Sem falar a troca da estação. A troca da coleção. Moda vem e vai. E o que era sensação  ano passado, muda um detalhe se quer, e  já cai em desuso.

O boomm das blogueiras de moda incentivou ainda mais o consumir. Afinal milhões de seguidores de alguém de referência. As dicas de celebridades on-line estimulam o comprar. Este marketing por tabela, na verdade, é um novo canal de vendas. E assim mais estímulo para encher o carrinho.

Porém começamos a pensar diferente. Na verdade começamos a realmente refletir sobre  as verdadeiras necessidades. O que realmente precisamos? Claro que temos uma imagem a externar. O importante é termos personalidade e passar exatamente aquilo que queremos. Todo excesso esconde uma falta, já dizia a sábia cultura popular.  Entupir o armário de roupas não trouxe mais felicidade.  Mil pares de sapato não trouxeram realização.

E assim, aos poucos, estamos sentindo na pele que comprar não resolve nada, inclusive geram dívidas. Então, na verdade geram  problemas.

Digamos que a moda agora é outra. Partindo do “menos é mais”.  Usar com inteligência o que se tem. Saber abusar da criatividade utilizando o próprio guarda roupa com novas propostas. Um trabalho de autoconhecimento para saber se tudo aquilo que foi adquirido realmente é usado, quando e como.

Referências como Kate Middleton, já utilizou o mesmo modelito mais de uma vez. Então se uma realeza, envolta por todo um contexto de costumes metódico quebra as regras… É chegada  a hora de ousar.

Nesta onda estão os brechós. Um conceito tão antigo, reformulado para os tempos atuais.

Lojas super antenadas  fazendo um lindo trabalho de reuso e sustentabilidade. Desde o usar uma roupa que já foi de alguém, até as sacolinhas reutilizadas de outras lojas. O garimpar está realmente na moda.

Na contra mão das blogueiras, sites inteiros destinados a trocas e vendas de todo tipo mercadoria e roupas. Fazendo com que a mesma peça participe da vida de mais de uma pessoa, fazendo mais história. Sim, estamos crescendo e evoluindo.

É correto, é sustentável e inteligente.

EE-Colunista-Viviane-Luckmann

EE-Colunistas-aviso-geral

17 ago 2016