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O medo de tentar

Quando as pessoas falam da dificuldade de iniciar um novo projeto, um novo negócio ou mesmo um novo hábito, elas normalmente arrumam as desculpas mais engenhosas, a fim de justificar o porquê não empreender esse novo desejo. Entretanto, o que poucas pessoas se dão conta é que essas desculpas vêm embaladas por um único sentimento: orgulho. E não digo aquele orgulho de levantar a cabeça e se achar melhor que os outros, é um orgulho interior que nos trava, pelo simples medo do não conseguir.

Quando a gente mete a cara e inicia algo novo, os refletores se voltam para nós, afinal as pessoas a nossa volta acabam se envolvendo ou mesmo tendo curiosidade sobre a nova empreitada. E aí que vem aquela angústia que atravanca a alma: E se não conseguirmos? E se der errado? Como vou olhar para as pessoas a minha volta?

E por esse orgulho de não falhar, de não ser humana ou mesmo “ser”, nós aquietamos nossas vontades, amansamos nossos desejos, por que “aí de nós não sermos capazes de realiza-los. E no momento que der o primeiro passo, não tem volta, todos vão saber se eu falhei.”

Grande parte da nossa vida a gente se contenta com o pronto, o embalado e o seguro. Tudo que a margem de erro não ultrapasse uns 10%, assim garantimos o sucesso, ou pelo menos o que os outros consideram sucesso. Por isso, aceitamos aquela promoção em vez de um emprego novo. Por isso, continuamos um namoro morno, ao invés de se jogar na vida e descobrir a paixão, por isso, não trocamos de cidade, não viajamos sozinhos, não mudamos de restaurante, não mudamos de hábitos, não mudamos de amigos, de estilo, de gosto, nem de cor preferida.

E aí a vida passa, e quando a idade chega cutucando suavemente nosso ombro, nós olhamos para traz desejando não ter se preocupado tanto com o orgulho, com o fracasso, com o pensamento do outro. Desejamos quase como uma prece, voltar naquele tempo e viver tudo com menos segurança, mas com mais emoção.

Vai, faça, mude, viva. Você ainda tem tempo!

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14 out 2015

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VAMOS “NETWORKAR”?

De acordo com recentes pesquisas a mulher brasileira é a que menos faz networking no mundo. Os fatores são muitos. Aí vão alguns: por ser minoria, por não ter o hábito, por assumir muitos papeis…

Acredito também ser uma cultura. É comum fazer uma linda amizade de toda a vida em uma fila de banco e contar toda a sua vida, mas é bem mais difícil vender a si ou seu produto. Por ser julgada, ou por se tornar rotulada.

Vamos combinar que tem pessoas que se superam em querer empurrar seus produtos ou serviços. Existem meios e meios de se fazer isso. Fazendo uma lavagem cerebral no outro com certeza não é a mais assertiva.

A hora e o local para se fazer networking também devem ser apropriados. Os homens fazem isso em qualquer lugar e é comum. Seja no futebol ou no açougue nada os impede de falar sobre seu trabalho, fazer contatos e assumir novas parcerias informalmente.

As mulheres se sentem retraídas e não à vontade para fazer isso de forma natural.

Graças a Deus, e a algumas desbravadoras do empreendedorismo feminino, hoje acontecem inúmeros eventos de networking para mulheres. O objetivo destas ações visa estimular o relacionamento comercial entre as mulheres e desmistificar a ideia de nos tornarmos invasivas. Estão ali justamente para isso. E não precisa ter vergonha nenhuma. É saudável fazer novas parcerias, e quem sabe novas amizades.

São eventos pensados para mulheres que tem como papel principal fomentar a possibilidades de parcerias e comércio entre as participantes.

Aqui em nossa região ainda estamos gatinhando ainda neste assunto. Em São Paulo já são comuns, em acontecem eventos expressivos. Já até estão desenvolvendo estratégias para ter um relacionamento direcionado nestas situações e não desperdiçarmos cartões à toa.

É o negócio agora é participar de tudo isso para não ficarmos de fora.  Vamos networkar?

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12 out 2015

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Café Entre Elas – 5ª Edição

Um encontro para mulheres empreendedoras começarem o dia com boas ideias e ótimas oportunidades. É um café + bate-papo empreendedor – que permite todas empresas participantes terem a oportunidade de apresentar seus produtos e serviços a outras empresas.

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Esse é o ano do relacionamento, do olho no olho, então, vem apresentar tua empresa e fazer bons contatos no Café Entre Elas. Confira o depoimento da Dieines Fróis e Alethea Oliveira, sobre este evento:

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Dia 15 de outubro, das 8h30min às 9h30min, na ZR Automação (Rua 25 de Julho, 1290, Rio Branco, NH). Inscrições: https://goo.gl/DTGZHZ

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09 out 2015

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Confira como foi a 3ª Edição do Mercado Entre Elas – Edição Primavera

Aconteceu, no último sábado, 03, na Ftec NH, o Mercado Entre Elas – que em sua terceira edição foi em comemoração a Primavera. O Mercado Entre Elas é um bazar de artesãs e artistas criativas e independentes (sem revendas e representantes), que ofereçam produtos ou serviços, com propósito de movimentar e incentivar o negócio local, desenvolvendo e apoiando a cultura empreendedora e as pessoas que ♥ o que fazem.

Muitas mulheres encontram na economia criativa uma forma de empoderamento e expansão de sua liberdade. E o mais incrível é que a criatividade gera desenvolvimento para todo o país. Por isso criamos o Mercado Entre Elas, para fomentar o empreendedorismo criativo feminino e de quebra, contribuir para o empoderamento das mulheres.

Confira mais fotos no nosso álbum no Facebook.

Confira o resultado do sorteio do Ingresso para o Encontro de Novembro do Entre Elas.

09 out 2015

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Seu colaborador fala, sua empresa agradece!

Todos nós sabemos que o colaborador tem grande parcela no sucesso da empresa em que trabalha e que exerce um papel decisivo dentro da empresa, independente do setor que atua. Só que estas afirmações refletem uma realidade ainda não percebida por alguns empresários, gestores ou líderes. Motivar seu colaborador é fundamental para que ele se sinta parte da empresa. Assim, suas atitudes refletirão de forma positiva no ambiente de trabalho.

O colaborador é fonte de ideias; informações e sugestões, que podem aumentar a produtividade de sua empresa; tornar seu cliente mais satisfeito; tornar sua empresa mais competitiva; corrigir problemas entre outras coisas. Mas nem sempre é assim, pois algumas empresas ainda não sabem ouvir seus colaboradores, para assim extrair o que eles têm de melhor a oferecer.

É aí que entra a gestão participativa.

A gestão participativa pode trazer resultados positivos para sua empresa. Muitas já começam a implantar esse mecanismo e começam a ouvir seus colaboradores.

Esta gestão nada mais é do que compartilhar responsabilidades, decisões e ideias sempre com o intuito de apontar melhorias na produtividade da empresa. É o envolvimento total do colaborador na gestão da empresa.

Os colaboradores não executam somente as ações que lhes são propostas. Além das funções diárias, o colaborador é uma pessoa capacitada e com habilidades e que precisa ser considerado um bem para a empresa e a empresa deve aproveitar o mesmo ao máximo.

Promover o engajamento dos colaboradores com as metas de sua empresa são os principais objetivos da gestão participativa. Além de ser um desafio, é um caminho para as melhorias nos processos rumo a melhores resultados.

Pode ser um desafio implantar a gestão participativa em empresas. Algumas ferramentas simples que estimulem a participação e interação da equipe, como uma caixa de sugestões e realização de pesquisas, podem ajudar.

Eventos de integração proporcionam motivação, comunicação entre os líderes e setores. Esses encontros são muito bons, pois estimulam a participação e o diálogo dos colaboradores de forma positiva. A cultura empresarial vai, aos poucos, se modificando e a prática do diálogo passa a ser vista como algo natural dentro da empresa.

A participação de líderes e gestores no processo de gestão participativa é essencial para que a mesma funcione. Eles precisam saber ouvir e incentivar a participação de sua equipe colocando em prática as sugestões e ideias relevantes.

Mas, cuidado! É fundamental que a liderança mostre para a equipe que as ideias, sugestões e críticas serão ouvidas e utilizadas quando viável, para que o projeto não perca a credibilidade e não desmotive a participação dos colaboradores. Afinal, todo trabalho de comunicação interna requer tempo, mas fazendo da forma correta, os resultados podem ser bem positivos.

Então, vamos ouvir nossos colaboradores?

EE-Colunista-Daniela-Neves

EE-Colunistas-aviso-geral

08 out 2015

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Quero mudar, mas não sei o quê e nem como…o que fazer?

 

Não estou satisfeita com a vida que venho levando (pessoal e/ou profissional), porém não consigo identificar o que vem me deixando chateada e desmotivada. Parece ser difícil parar e poder identificar o que vem atrapalhando, mas se refletirmos e nos questionarmos um pouco mais a fundo, poderemos obter algumas respostas. Dentro do processo de Coaching é assim que trabalhamos, pois no momento em que nos questionamos sobre algo, nosso cérebro vai em busca da resposta para aquela “provocação”. Assim começamos a tomar as rédeas de nossa vida para nos direcionarmos àquilo que poderá nos modificar. Estas reflexões nos fazem enxergar o ponto em que nos encontramos para após pensarmos onde queremos chegar e identificarmos as estratégias para percorrer este caminho.

Então, algumas perguntas que podemos estar nos fazendo para que a reflexão ocorra:

- a meu respeito, o que acredito?

- em relação a vida, no que acredito?

- quais são as coisas mais importantes da minha vida?

- o que me faz agir da forma como ajo?

- qual meu maior sonho?

- o que me impede de realiza-lo?

- no lado profissional, o que me deixa feliz e motivada?

- o que posso fazer para ser plena profissionalmente?

Se alguma das perguntas acima fez você refletir, o primeiro passo foi dado. E sempre tendo em mente: as perguntas são as respostas! Então, quando os sentimentos de dúvidas surgirem, pare e pense no que está sentindo e busque as resposta em si própria.

EE-Colunista-07-Alethea

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06 out 2015

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Como você mesmo pode anunciar sua empresa no Facebook?

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Hoje, há diversos formatos de anúncios pagos no Facebook e escolher qual é a melhor estratégia para alcançar consumidores e transformar esse contato via rede social em vendas não é um trabalho tão fácil assim. Para ficar claro, Facebook Ads é o nome dado para anúncios pagos do facebook.

Logo vem aquele pergunta: Por que devo anunciar no Facebook Ads? Já atualizo minhas redes frequentemente. Correto, esta é a primeira coisa que você tem que fazer, produzir conteúdo relevante e postar com frequência (algumas vezes por dia).

OK, mas e tal de algoritmo do feed do facebook? Este não está precisamente do seu lado, pois menos de 10%  de seus fãs na rede verão as suas mensagens se elas não forem patrocinadas. Isso é um fato, ou regra na rede social. Está cada vez mais difícil alcançar likes e compartilhamentos de forma orgânica.

Conclusão: As empresas precisam investir em anúncios pagos, para serem realmente vista e lembradas pelos seus fãs.  Mas como faz? Somente contratando profissionais? Não obrigatoriamente. Veja algumas dicas, mas como não sou especialista, compartilho as dicas do próprio Facebook.

Você pode acessar pelo link: https://www.facebook.com/business/learn/facebook-ads-basics/

O Facebook oferece maneiras únicas e eficientes de mostrar seu anúncio para as pessoas mais propensas a se interessarem por sua empresa. Com os anúncios você pode alcançar as pessoas com base no local, idade, gênero, interesses e muito mais. Você pode conquistar seus objetivos alcançando as pessoas certas. Os anúncios do Facebook Ads são feitos para ajudar você a conseguir a melhor resposta possível das pessoas que virem seu anúncio. Não importa se você quer mais visitas à sua loja, acessos no seu site, instalações do seu aplicativo, curtidas ou comentários na sua Página ou outra coisa.

Quando você veicula um anúncio, basta selecionar as características do público que deve vê-lo. Você pode alcançar o público por: Localização, dados demográficos (idade, gênero e muito mais), interesses (atividades, hobbies e muito mais) e pessoas que compram online e offline.

O Facebook ajuda dando  dicas para redigir textos claros e escolher as melhores fotos para que seu anúncio tenha impacto desde o começo. Basta acessar no menu de sua página a opção “Criar anúncios”, conforme ilustra a imagem.

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Você receberá atualizações frequentes do Facebook sobre o desempenho dos seus anúncios, por exemplo, quantas pessoas o viram e quantas se envolveram com ele. Como melhorar seus anúncios com base na reação das pessoas, também recebe dados importantes sobre o desempenho do anúncio e ferramentas para fazer edições mesmo que os anúncios já tenham sido publicados. Tudo isso através da ferramenta Facebook Ads do facebook para fan pages.

Finalizo o texto com um case de uma gaúcha empreendedora, pois se você ainda não está convencido que precisa anunciar sua fan page através do Facebook Ads e que você mesmo pode fazer os anúncios de forma eficaz com ajuda do próprio Facebook, espero que com esta história real você se convença! Mas caso precise de mais estímulo, pode ler mais cases pelo link: https://www.facebook.com/business/success/

CASE: Salão Gurias Beauty

História de sucesso: Beleza platinada.

Graças à sua Página no Facebook, um casal de empreendedores de Campinas precisou ampliar seu negócio e contratar funcionários para dar conta da demanda de clientes que chegaram pela plataforma.

60% das clientes vêm pelo Facebook

25% de ROI

550 clientes atendidas por mês, em média

A História: Realizando sonhos dourados:

A gaúcha Flávia Machado é especialista em tingir cabelos de loiro. Depois de se mudar para Campinas, abriu um pequeno salão em casa, com ajuda do marido, Fábio Mariuzzo. Em apenas 4 meses, o Gurias Beauty cresceu tanto que o casal precisou alugar um espaço comercial e contratar 10 profissionais para dar conta da demanda.

Objetivo: Manter a casa sempre cheia. Depois de conseguir as primeiras clientes fiéis, a meta do Gurias Beauty se tornou manter seu ritmo de crescimento acelerado, com o salão sempre cheio.

Toda vez que o movimento no salão está fraco, faço um anúncio no Facebook. Em menos de 1 hora as clientes começam a ligar. Assim, mantemos o salão sempre cheio.

Fábio Mariuzzo, sócio e gerente do Gurias Beauty

A Solução: As clientes fazem a propaganda.

A cada novo atendimento, as clientes eram fotografadas antes e depois de ganhar as novas madeixas loiras, segurando plaquinhas com hashtags como #loirodiva, que são publicadas no Facebook e no Instagram. Essa foi a principal estratégia adotada por Fábio Mariuzzo, sócio e administrador do salão, que é também responsável por toda a estratégia da empresa no Facebook. Além de impulsionar posts para atingir mais clientes, Fábio também usou algumas dessas imagens para fazer anúncios na plataforma, que eram acionados quando o movimento do salão estava fraco.

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EE-Colunista-Adriana-Breier

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01 out 2015

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Persona

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Olá, pessoal! Hoje vamos fazer uma reflexão:

Quantas vezes você já se perguntou, porque eu não estou conseguindo vender meu produto ou serviço?

Quantas vezes pensou em uma promoção para seus clientes e uns amaram, mas poucos outros também te disseram que não gostaram?

Quantas vezes pensou em vender seu produto para determinadas pessoas ou empresas e essas parecem não a perceber?

Isso já aconteceu com você? Caso já tenha tido dúvidas, uma dica para saná-las é conhecer seu público alvo. Como fazer isso? Através de uma metodologia podemos descobrir e desenvolver uma persona para seu negócio, onde esse personagem será a síntese de comportamento do seu consumidor, onde lhe permitirá conhecer seus desejos e objeções.

Após o esclarecimento desse público, uma marca pode ser refeita, a publicidade e a comunicação em geral se torna mais eficaz, mas principalmente você adquire propriedades para saber que está seguindo caminhos certos e sólidos, independente de outras opiniões que possam não estar dentro de seu público alvo.

Já pensou nisso? Quer saber mais, acesso o site da Gema, www.agngema.com.br e entre em contato conosco.

EE-Colunista-11-Jennifer-Forrel

EE-Colunistas-aviso-geral

 

29 set 2015

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O que é empreender para você?

Cada uma das meninas da nossa equipe respondeu a pergunta:

Entre-Elas-Q_70

Confira as respostas:

Entre-Elas-Q_77

 

Entre-Elas-Q_68

 

Entre-Elas-Q_69

 

E para você, o que é empreender? Responda nos comentários.

 

EE-Colunista-03

 

 

28 set 2015

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Pequena crônica semi realista sobre o medo e a abundância

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No post anterior falei sobre empatia, sobre importar-se de fato, envolver-se de fato em tudo: trabalho, família, amor, relações de modo geral. Está tudo conectado, não há como desenvolver uma área sem tocar nas demais, não tem como desenvolver o outro sem desenvolver-se a si mesmo. Para esse post resolvi seguir a linha dos temas que estão “pipocando” em mim e assim seguirei nos posts seguintes até que o pessoal do Entre Elas grite “- Chega Malu!”.

No final de semana passada estive em Campo Largo, interior de Curitiba imersa em um encontro o Art of Hosting, uma comunidade global que trabalha a prática de conversas significativas para colher resultados que importam. Sempre um tema é levantado como “chamado” para ancorar a roda de cultivo. Como nessa vida nada é por acaso e para todas as perguntas que temos há sempre uma resposta flutuando no universo, a temática desse encontro foi justamente a ABUNDÂNCIA.

Mas por que justamente? Simples, olha para o “meu case”: sou bolsista de extensão do CNPQ e atuo junto ao Sebrae no atendimento de pequenas empresas, como se trata de uma bolsa, ela tem prazo, e o meu acaba em Dezembro. Depois disso, existe a possibilidade de correr atrás de emprego ou colocar a cara na rua e oferecer o que eu sei fazer (interessada? Vamos tomar umas juntas!). Enfim, você vai concordar que juntando essa epidemia de “crise”, mais carnês de imóvel e automóvel para pagar, mais financiamento estudantil somado a perspectiva de ficar desempregada dentro de três meses é fácil ficar com medo né? É! Mas aí que entrou na minha vida o tema da abundância.

Desde que comecei a encarar as possibilidades e os medos provenientes da perda iminente dos meus ganhos eu comecei a refletir sobre o que leva as pessoas a terem mais ou menos prosperidade. Percebi que a abundância e o medo andam de mãos dadas… Mas brigando sempre! Esse raciocínio eu vi pela primeira vez em um vídeo da Ariana Schlösser onde ela disse: “livrar-se do medo é pensar na abundância”.

Claro! Se os recursos estão todos aí disponíveis, soltos no universo, livrar-se do medo é saber que não faltará nada a você. E aí, sem esse medo, a energia fica livre para criar, você fica solto para promover suas iniciativas e prover seus ganhos, operar os próprios milagres. O problema é que a mente é traiçoeira, na verdade não a mente, mas os modelos mentais que nós carregamos na mochila. As crenças que cultivamos desde sempre, “verdades” que nos foram passadas e que em determinadas situações funcionam como limitadores.

É mais ou menos assim: cada ser nasce com o livro em branco, com o potencial e a possibilidade de ser e fazer o que quiser. Isso é o tal do libre arbítrio que dependendo das nossas referências escutamos muito falar. Porém, só somos capazes de considerar para nós como um caminho, aquele que conhecemos bem. Um exemplo: embora eu POSSA ser uma arqueóloga que passa a vida em busca de tesouros ancestrais, embora não exista NADA que efetivamente me impeça de sê-lo, eu ainda considero, mesmo que no meu íntimo mais profundo, que isso é impossível para mim e que eu vou ser professora, porque foi essa a faculdade que eu fiz. Ué? Porque que se eu POSSO ser, se não há nada que diga que NÃO, você não pode ser isso ou aquilo, porque é tão difícil considerar essas hipóteses? Sobretudo as que fogem do nosso campo de alcance? Porque elas fogem do nosso campo de alcance! E tudo o que está fora do nosso círculo, tudo o que para as nossas crenças parece distante, desconhecido é passível de MEDO e se torna “difícil”.

Não sou ninguém para dar conselhos e honestamente não acho que eles sirvam para muita coisa exceto quando solicitados, mas posso dizer que para mim está sendo reconfortante pensar que nesses dez anos de carreira em nenhum momento eu parei ou me acomodei, em nenhum momento julguei que sabia demais ou que era a melhor. Se nesses anos todos venho investindo energias consideráveis no meu crescimento e melhora, profissional e pessoal e tenho cultivado relações sinceras com as pessoas que cruzo por aí – bom, por que me faltariam oportunidades?

O mercado está competitivo, o país está em “crise”, a concorrência é densa, mas poxa, se essa vibe tomar conta de nós é como estar dizendo a nós mesmas que não somos capazes, que não temos chances de superar a concorrência e de transpor a “crise”. Eu vou jogar para o meu subconsciente a mensagem de que não estou apta a prover o meu amanhã. E pensar na abundância é justo o oposto disso, é a ciência de que a nossa consciência cria o mundo material a nossa volta e para isso amiguinha, não sei se tem outra forma, mas é preciso praticar a entrega. Seguir caminhando, buscando e lutando, mas também confiar, aceitar e ser grato pelo que vier.

Como diz a frase que eu li no “face” outro dia:Everythink you’ve ever wanted is on the other side of fear” (tudo aquilo que você sempre quis está do outro lado do medo). E contigo, até que ponto lidar com o desconhecido te limita?

EE-Colunista-Malu-Leitão

EE-Colunistas-aviso-geral

 

23 set 2015