Tão longe tão perto

Imagem site entre elas empreendedorismo feminino 08

Essa é a terceira vez que iniciou um texto com esse título, o tema central sempre foi a afirmação feminina e suas dificuldades.

“Eta” textinho bem demorado de evoluir!

O nome e tema sempre foram os mesmos desde a primeira ideia, mas o contexto foi mudando e minha visão sobre o tema também.

A história da luta por direitos femininos ou por direitos mais equilibrados, desde as sufragistas já passam de 100 anos. Desde lá evoluímos muito em alguns aspectos, nada em outros e infelizmente, em alguns países, a valorização feminina até regrediu.

Na minha opinião não são leis que criam igualdade de gênero, é o nosso modo de pensar e agir cotidianamente que transforma o mundo ao nosso redor. As leis não têm poder criar igualdade enquanto as desigualdades estiverem em nossos genes ou na matriz de nosso pensamento.

A memória celular afeta tanto você quanto a Hillary Clinton que lutou uma vida e quase chegou a sua meta. Esse quase que é sempre o problema…

O segundo colocado é sempre o primeiro perdedor”, essa frase é comum em meios esportivos e não tenho a menor ideia de quem a falou primeiro.

Todas nós carregamos registrado em nossas células que o nosso papel é secundário. Isso está impregnado no nosso campo vibratório. Então, não adianta apenas culpar os homens por algo que está dentro de nós.

Basta darmos uma olhada para nossa própria árvore genealógica para ver que nossas ambições entram em conflito nossa história genética e cultural.

- Quantas da suas antepassadas, mãe, avó e bisavó exerceram atividades remuneradas?

Todas certamente trabalharam, e muito!

Quantas foram chefe de família por vontade própria? Quantas tiveram algum reconhecimento do próprio esposo?

Isso foi formado geração após geração numa repetição continua do modelo recebido. A chave da mudança está nas nossas mãos!

Não basta sermos empresárias empenhadas para o sucesso se continuarmos favorecendo os filhos homens. Cuide da forma como você cria seus filhos. Eu vejo mães superprotegerem seus meninos e preparando suas meninas para a autonomia, com isso os meninos acabam se tornando mimados e se achando cheios de direitos especiais.

Os filhos repetem o que os pais fazem, se seu companheiro assume as tarefas domésticas, seus filhos se tornarão homens melhores. Eu sou da geração que o destino obvio da mulher era o casamento, mesmo assim a maioria das minhas amigas trabalha e é independente e muitas de nós tiveram que lutar por esse pequeno direito.

Estamos construindo um novo modelo todos os dias.
De nada adianta querer mudar o mundo não mudarmos a nós mesmas.

Lembro quando pequena assistia meu pai responder a pesquisas tipo do IBGE se sua pessoa sua esposa trabalhava.

Ele respondia: sim, muito e de graça! O esforço feminino era sempre de graça e não era considerado trabalho, nem nas pesquisas!
Então, olhem para sua história, pensem em suas mães, avós e bisavós. Vejam o quanto trabalharam, sem nem ao menos o reconhecimento de que fosse trabalho! Quando nos reportamos a nossa realidade profissional atual nas quais profissões majoritariamente femininas como magistério e arquitetura a remuneração é cada vez mais reduzida.
Então, olhem para si mesmas, observem os comandos sutis, os registros implícitos que você recebeu da sua genética. Honrem seus antepassados, mas libertem-se desses comandos.

Para agirmos livremente é necessário desapegar de conceitos arraigados em nosso ser.

O trampolim que nos alça longe está muito perto. Aberta essa chave você estará livre para alcançar seus sonhos!

Afinal, o machismo dos outros é mais fácil de ser administrado que o nosso.

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