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Como surgiram os brechós

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Na atualidade, crise e busca por sustentabilidade fazem crescer vendas de roupas usadas. Os brechós se tornaram referência para garimpar peças clássicas e comprar peças de marcas por preço mais acessível.

As primeiras lojas de segunda mão no mundo apareceram no século XIX e ficaram fortemente populares com as crises produzidas pela Primeira e Segunda Guerras Mundiais principalmente através da Cruz Vermelha com a venda de produtos doados a preços bem acessíveis.

Os brechós tiveram sua origem nos mercados de pulgas da Europa, onde se podia comprar e vender praticamente tudo. As feiras aconteciam ao ar livre e como as peças eram usadas e não havia lá muita preocupação com a higiene, animais como pulgas eram comuns, daí a origem do nome “mercado de pulgas”.

Em Paris, existe um Mercado de Pulgas mundialmente conhecido. Foram-se as pulgas e o lugar hoje é um antiquário lindíssimo, clássico, chic tudo a ver com Paris. Existem desde selos até obras de arte de muito bom gosto.

No Brasil o termo ‘brechó’ surgiu no século 18, devido a um vendedor de nome Belchior, que vendia roupas e artigos de segunda mão no Rio de Janeiro. Décadas mais tarde, adotou-se pela má compreensão/audição da palavra Belchior, o termo ‘brechó’.

No Brasil, o brechó começaria a ser consolidado como negócio somente na década de 1970, quando a cantora Maysa, inspirada pelo conhecimento deste tipo de negócio adquirido em suas viagens a Europa, fundou na rua Djalma Ulrich, em Copacabana, Rio de Janeiro, seu próprio brechó, intitulado Malé de Lixo. A musa comercializava roupas, calçados, bolsas e acessórios que foram utilizados por ela e amigos. Em tempos de valorização da moda nacional, o brechó foi recebido como novidade e uma agradável alternativa de consumo, porém não foi valorizado até as décadas de 1990-2000, período marcado pelo alvorecer do consumo consciente e um crescente interesse pela sustentabilidade. Mesmo período que a moda vintage começou a se propagar fortemente nos Estados Unidos, saindo da Europa para o resto do mundo. Em Hollywood, o vintage começou a ser visto como tendência de moda a partir de 2001, quando Julia Roberts recebeu o Oscar com um modelo do estilista Valentino de 1982, garimpado em brechó.

Muito mais que uma roupa exclusiva, as peças antigas possuem outras qualidades. Os tecidos de décadas atrás tinham um diferencial. As coisas eram feitas para durar mais. Mas os brechós não vendem só vintage, alguns são focados neste nicho, mas a maioria possui variadas opções, marcas e estilos. Outra vantagem dos brechós: a questão da sustentabilidade. Com o tempo as pessoas vão entender que, assim como economizar sacolas de plástico e ter sua eco-bag, comprar roupas usadas ajuda a preservar o ambiente.

Reutilizar as coisas é uma tendência mundial, e com as roupas não é diferente. Estas lojas já são bastante comuns na Europa, e aqui no Brasil também deve popularizar cada vez mais.

E você, compra em brechós?

EE-Manu Damasceno Colunista-02

EE-Colunistas-aviso-geral

 

25 mai 2017

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O eco do amor

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Vocês já ouviram falar daquele ditado: o eco é resultado do som que emites?

Então, estamos prestando atenção no que andamos emitindo?

Ao pensar nessa máxima me remeto ao meu processo de educação junto á minha filha. Incrível como na educação as coisas funcionam assim, uma troca diária. Aquele padrão autoritário, ríspido, das agressões, do Eu sempre falo e VOCÊ sempre me escuta caíram por terra faz algum tempo… Não, não estou em hipótese alguma dizendo que devemos ser amicíssimos de nossos filhos e que “Abaixo a ordem viva o caos”.  Não. Só estou dizendo que estabelecer uma relação de escuta, de companheirismo, de trocas faz com que o que emites retorne positivamente.

Meu filho não me conta nada da sua vida, não sei de sua vida escolar, não sei de seus amigos, o que está acontecendo nas “sociais” (leia-se Festinhas, as antigas Reuniões Dançantes! Rsrsrs), nem muito menos o que se passa no seu coraçãozinho de passarinho. Mas veja bem, você acha que de uma hora para outra o jovem irá contar? Que até ontem você mal queria saber (de verdade) como tinha sido o seu dia, que até ontem ele te olhava com uma carinha dizendo implicitamente: Falem comigo, queiram saber de mim, sem julgamentos, quero partilhar meus anseios, minhas alegrias…

Cada família sabe de seus valores, conduzem da forma que acreditam ser a melhor, da forma que lhe foi passada e é baseada nesse modelo que aplicam na relação. Ou até mesmo extremamente ao contrário. Na falta de necessidades básicas atendidas, suprem em demasia o filho. Mas estamos falando aqui de relação de afeto. De confiança. De um caminho construído desde sempre. Nunca fugindo das responsabilidades que a paternidade/maternidade nos trazem.

Li esses dias que nossos filhos seguirão nosso exemplo, e nem sempre nossos conselhos. Você vai dizer:olhe pros dois lados antes de atravessar e ele irá atravessar correndo sem pestanejar! E quer saber? Acho que devem mesmo, devem ter algumas sensações e experiências que cada fase oferece na sua louca transgressão (gente, tudo dentro da normalidade, da idoneidade,da sanidade). São humanos e não perfeitos. O discernimento não deverá faltar, mas a vivência faz coisas incríveis com a pessoas, e passar essas fases em branco seria uma poda lastimável.

O ano de 2016 foi bem atípico, e para mim foi marcante no sentido de ver meu exemplo ser muito forte na vida da minha filha. Estou sempre muito envolvida em ações em prol do outro e nas condições e cenário correspondente, vi minha filha fazendo o mesmo. Se me enchi de orgulho? Claro que sim, mas como tudo na vida temos o Ônus e o Bônus.

Ví seu coração partido com a falta de solidariedade, vi seu olho lacrimejar com a falta da verdade em grupos de amigos, vi seu whats tocar com a seguinte frase: Duda está aí? Preciso de tua palavra amiga, me chame quando puder, vi ela selecionar seus “crushs” por comportamento (Mãe, fulano bebe todos os dias, nem pensar…), vi ela cumprindo vários compromissos com a Liga Jovem de Combate ao Câncer em sábados onde poderia estar com amigas ou passeando com a família, vi ela sentando para conversar ou almoçar com colegas não tão “pops” para não deixar que ficassem sozinhos…

E na hora da conversa, sou escuta, sou reprovação, sou amiga, sou risada, sou fonte de questionamentos, sou chata, sou a melhor mãe do mundo… Mas plantei. Me atualizei. Precisei fazer cursos, precisei ler, precisei ficar preocupada, precisei abdicar de muita coisa pra ter esse retorno. E a caminhada continua, todo dia, sem parar e sem cessar!

Estou emitindo sinais de amor, de conta comigo, de assim não pode, de Desculpas errei, de Nãos, de Eu te Amo. E o eco que tem voltado tem sido lindo. Abundante.

Muita gente tem recebido esse eco memorável. E quem ainda tem como retorno um vazio,um silêncio, uma porta batida dou um conselho (se me cabe e se me permitem é claro): tudo tem cura. Persista, se remodele, vá tateando e descobrindo a brecha. Não é porque estamos na condição de Pais que não podemos aprender,de baixar a guarda, de se deixar amar, de ser escuta.

Depois me conte que Eco tens recebido! Tenho certeza que será o som mais lindo que seus ouvidos poderão escutar…

EE Colunista Dani GrahlEE-Colunistas-aviso-geral

01 mai 2017

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Sim, você pode viver ao máximo tudo aquilo que deseja em seu coração

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Prezadas leitoras!

Que alegria estar aqui! Me chamo Scheila Leal, tenho 24 anos e sou gaúcha da cidade de Panambi/RS. Para começar vou contar um pouquinho sobre mim.

Sempre trabalhei com educação, mais precisamente desde os meus dezoito anos. Segui a tendência ou a “convenção social” das moças da geração da minha mãe (e que acabou sendo passada para mim) e também realizei um sonho dela: ser professora. Na época, quando tive de escolher uma profissão, com dezessete anos, não me preocupava muito com a escolha que estava fazendo. Afinal, o importante era estudar para conseguir um emprego e “ser alguém na vida”. O tempo passou e antes mesmo de me formar já consegui um emprego em uma das melhores escolas da minha cidade. Tudo estava perfeito! O que mais poderia querer da vida? (triste ilusão).

Porém, depois de algum tempo formada, passei a sentir uma insatisfação quase insuportável. Um desconforto em relação a minha vida e às escolhas que havia feito passou a fazer parte dos meus dias. Até então nunca havia parado para pensar o que realmente fazia sentido para mim. Minha vida era tranquila, com poucas ambições e com poucos desafios. Afinal, para que me desafiar, para que enfrentar medos, tensão e angustias se as coisas estavam “boas” da forma que estavam. E foi aí que percebi a raiz de todo o mal-estar que estava sentindo. Percebi que havia um potencial gigante que gritava dentro de mim, que implorava para ser usado e que manifestava sua repressão de diversas maneiras. Lembro que buscava compensar esta angustia de diversas formas: festas, compras excessivas, relacionamentos doentios. E tudo isso gerava um prazer momentâneo, mas que não preenchia o vazio que eu estava sentindo.

Foi então que me dei conta de que estava priorizando as coisas erradas, seguindo um caminho traçado por outras pessoas e que não fazia muito sentido para mim. Percebi que haviam várias paixões pulsando em meu peito e pedindo liberdade para se realizar. E uma delas é a paixão por escrever. Entendeu agora por que estou aqui? Sempre gostei de escrever, mas sempre pensava que ninguém teria interesse em ler as coisas que eu escrevia. Que engano. Hoje consigo impactar dezenas de pessoas com os meus textos em diversos meios, bem como inspirar e contribuir com o desenvolvimento do melhor de cada um.

Descobri também que desejava ir além das salas de aula, que queria trabalhar com públicos maiores, treinar pessoas e contribuir com o seu desenvolvimento. Sentia uma vontade gigante de ajudar as pessoas, de participar de suas vidas, de oferecer ao outro o melhor de tudo aquilo que dedico a minha vida a aprender. E foi aí que a menina cheia de medos e inseguranças, acomodada com a vida perfeita que acreditava ter, decidiu que queria empreender. Quem diria, hein?

Contei um pouquinho da minha história com o objetivo de dizer que: “Sim, você pode viver ao máximo tudo aquilo que deseja em seu coração”. Todas nós possuímos um potencial incrível, que está ali, dentro de cada uma, esperando para ser usado ao máximo. Infelizmente muitas pessoas convivem com a mesma insatisfação que eu estava sentindo tempos atrás e optam em permanecer acomodadas nas escolhas que fizeram, mesmo que não lhes tragam realização alguma. E sabe por que? Por que a maioria delas não acredita no seu potencial ou até desconhece a sua existência.

Acredito que a realidade que vivemos é resultado das escolhas e das apostas que fazemos. Escolha apostar em você. Escute o seu coração e as paixões que gritam por liberdade lá no íntimo da sua essência. Possuímos dentro de nós o projeto de todas as obras que desejamos construir em nossa vida. E para ter sucesso nessa construção é preciso seguir o seu projeto, que é único e exclusivo seu. Se você construir as suas obras de acordo com o projeto de outras pessoas ou diferente daquele que existe dentro de você, existem grandes chances de você não encontrar sentido naquilo que está fazendo e sentir a mesma insatisfação que eu senti tempos atrás. Por isso, escute o seu coração, cultive as suas paixões e trilhe um caminho de realização e felicidade.

Acredite, você é bem mais forte e capaz do que imagina! Aposte e invista em você!

EE-Colunista-Sheila-Leal

EE-Colunistas-aviso-geral

28 abr 2017

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Empreendedorismo da mulher negra

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Abrir o próprio negócio é uma opção promissora para fugir do desemprego e dos baixos salários

No Brasil, o dia 20 de novembro é marcado pela celebração do Dia Nacional da Consciência Negra. A data serve de reflexão para todos nós sobre a inserção do negro na sociedade e a busca por oportunidades iguais em diversas áreas, como educação e mercado de trabalho.

Nesse segundo ponto, houve um avanço entre 2002 e 2012, conforme o Sebrae, baseando-se em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE. Entre esse período, o número de negros donos de micro e pequenos negócios no país cresceu 28%. Hoje, metade dos donos de negócios são afrodescendentes, enquanto que 49% são brancos e 1% pertencente a outros grupos.

Para a mulher negra, o empreendedorismo tem sido uma opção promissora para escapar da alta taxa de desemprego e baixos salários. No mesmo estudo o IBGE indicou que são pouco menos de 500 mil empregos formais de mulheres negras contra 7,6 milhões de mulheres brancas. Soraia Motta é um exemplo de mulher negra que alcançou sucesso ao empreender. Ela começou vendendo seus produtos para artistas negros no Fórum Social Mundial da Cultura, realizado em Porto Alegre. Hoje, é dona da loja Maria Babado de Chita, com foco em moda, beleza e identidade.

Falando em escala mundial, temos muitas mulheres negras de sucesso no mundo dos negócios e que podem servir de inspiração, não somente pela questão financeira, mas também pelo empoderamento e por ocuparem cargos importantes. Cito Oprah Winfrey, apresentadora de televisão e empresária. Seu programa, The Oprah Winfrey Show, é o talk-show de maior audiência da história da televisão norte-americana e vencedor de muitos prêmios Emmy. Ela ainda foi eleita pela revista Forbes como a mulher mais rica do ramo do entretenimento no mundo no século XX. Além disso, foi a primeira mulher negra a ser incluída na lista dos bilionários, em 2003.

Depois de 25 anos no ar, ela apresentou seu último programa em 2011. Sabe por quê? Para dedicar-se à sua própria rede de televisão, o Oprah Winfrey Network. Oprah não vem de família rica e sua história na juventude é marcada por superação, muito estudo e vontade de mudar de vida. Uma mulher negra que batalhou pelo seu espaço e conseguiu vencer.

Fontes: IBGE, Portal Africas, Catraca Livre

EE-Colunista-Scheron-DilkinEE-Colunistas-aviso-geral

05 abr 2017

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Coincidência ou Conexão?

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Você acredita em coincidências? Ou acredita que o tempo todo aconteçam conexões geradas pelo Universo?

Começo falando que o fato de eu estar escrevendo essa coluna aqui para vocês não é coincidência, ao longo do texto vocês entenderão. Também gostaria de deixar claro que não considero errada nenhuma das duas opções, mas vou escrever (e sempre escreverei) daquilo que sinto e tenho para mim como um Norte.

Sempre me interessei por assuntos da linha auto conhecimento/Bem estar, e um dos livros que mais me marcou (e que me lembro ter sido um dos primeiros que lia nesse segmento, desde pequena lembro de ler sobre Neurolinguística) foi o do Lair Ribeiro, Pés no chão, cabeça nas estrelas. Ali me encontrei. Gostava do que lia e me sentia confortável e serena a cada página que ficava para trás. E livro a gente sabe como é, tu quer mais e mais e mais… Tenho esse e muitos outros guardados, por eles tenho um apego que nem sei…

Gosto de livro, de cheiro de livro. E ler aquilo que a gente gosta e se identifica, faz toda a diferença. E quando sinto que estou ficando sem bateria, é hora de partir para uma boa livraria…

E onde fica o auto conhecimento, livros e essa coluna com Coincidência ou Conexões?

Quando adquirimos a consciência de se conhecer, de fazer aquilo que gostamos, que faz bem e quando acaba sentimos falta (NÃO! NÃO ESTOU FALANDO DE CHOCOLATE!) fica mais fácil matar a charada. E eu percebi que o fato de estar escrevendo aqui e agora, de estar aberta e apta a receber as belezas que o universo manda é porque me CONECTEI com meu interior, meus propósitos, com aquilo que gosto e acredito. E daí tudo começa acontecer naturalmente, começa a fluir! Tive a oportunidade de me tornar Embaixadora da Escola de Você Novo Hamburgo (belo projeto, com várias Embaixadoras especiais, vale a pena dar uma olhada no site!) e aceitei a proposta por acreditar no potencial das pessoas, em especial das mulheres. E sigo fazendo várias outras formações com esse mesmo propósito: VER O LADO BOM DE QUALQUER SITUAÇÃO, PORQUE SEMPRE TEM.

Sabemos de todas as adversidades que passamos, seja no trabalho, nos estudos, nas amizades, no casamento e com a gente mesmo. Todo mundo tem um dia de “bad” pra chamar de seu.  E comigo não é diferente. Mas então o que acontece?

Acontece que treino, isso mesmo, treino a mente para focar no positivo, na solução, no lado bom. É difícil? Ô se é.

Sou mãe de dois, casada, tenho um dog pra cuidar e contas pra pagar.

Tem dias que quero me esconder embaixo da cama. Mas logo digo para mim mesma: Vai lá e resolve, vê o lado positivo, tem – sempre tem, talvez agora neste momento tu Daniela não tenha a percepção do porquê, mas calma que tudo se acomoda. E a resposta vem como um insight, vem na mente, assim do “nada”. E como tu já estás conectada, entende na hora. É bater e valer!

Acredito muito que toda essa mania, que também pode ser chamada de hábito, se dá da minha vontade de beber dessa água chamada viver em harmonia, viver vivendo, ver o lado bom das coisas. Leio muito sobre isso. Leio de um tudo, livros, artigos de filósofos e escritores, posts de amigos. Então a dica é, coloque pra dentro de você informações relevantes, leia coisas interessantes, verifique a fonte antes de compartilhar ou absorver alguma notícia na internet… Converse com pessoas com boas histórias e com experiências positivas. Isso faz toda a diferença!

E assim vou mandando meu recado pro Universo, que entende de tudo isso como ninguém, e num momento de navegação nas  redes sociais me deparo com um chamado:

Recruta-se colunistas para esse blog.

Coincidência ou Conexão?

EE Colunista Dani Grahl

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07 mar 2017

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Por que nosso pensamento multiconectado vale ouro

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Faz algum tempo que eu assisti a um vídeo no Youtube com um trecho da apresentação tipo stand-up comedy do humorista Mark Gungor, onde ele explica a diferença entre o cérebro feminino e o masculino. Ele começa a falar sobre isto nos 16 min de vídeo.

Apesar de ser uma piada, faz todo sentido. Ele explica que o cérebro do homem é formado por caixas criteriosamente divididas por temas. Tem então a caixa da mulher, da família, do cliente, da mãe, da empresa, do futebol, etc. E um detalhe importante: as caixas não se tocam jamais. Sendo assim, os homens tratam do conteúdo de uma caixa por vez. Resolveu uma caixa? Ela é fechada e eles partem para outra.

Uma caixa por vez, de forma linear, pontual e objetiva. Assim, a caixa que corresponde ao trabalho, onde está rolando maior stress e cobranças não vai interferir no encontro com a namorada à noite, por exemplo.

Já o cérebro feminino é formado por um enorme rolo de fios que se configuram como um novelo e conectam simplesmente tudo a tudo.  O stress do trabalho está ligado ao cartão de crédito que remete à briga em casa, que leva à conversa que está agendada na coach, que inspira uma ideia para resolver a briga em casa e um problema de trabalho, seguindo para a roupa que precisa usar no próximo evento social. A nossa rede de conexões nos permite percorrer todo um ‘universo’ em segundos.

Apesar de meia machista a piada, ela é realmente engraçada e tem muita verdade.

Ele diz que a mulher precisa falar mais, pois precisa explicar todas as conexões.  E para um homem, quando um evento acontece, categorizam como um “evento”. Já para nós, não é só um evento, mas todos os detalhes conectados com o evento.  Isto explica muita coisa! O feminino se revela através da emoção, do sentir, da negociação, da contemplação, dos relacionamentos, da afetividade.

Sendo assim temos o cérebro-caixa vesus o cérebro-novelo. No mundo corporativo, tanto como colaboradora, como dona, fala-se nos últimos anos sobre a importância e do destaque da presença feminina, justamente pelo cérebro-novelo.

A crise econômica acelerou o processo de mudança e aumentou a demanda por mão de obra feminina, uma vez que as mulheres ão mais flexíveis e adaptam-se melhor a mudança.  Somos multitarefas sim, como já ouvimos falar há muito tempo por aí, por conta do nosso cérebro-novelo, somos sensíveis, aptas a nos conectar e gerenciar ambientes flexíveis, formamos empresas mais matriciais e menos hierárquicas.

Hoje temos cada vez mais a valorização do indivíduo, sua qualidade de vida, seus interesses, seus sonhos. Tudo isso é fruto desta revolução silenciosa vinda através desta força feminina.

O poder do feminino nas organizações é fator primordial para o sucesso de pessoas, empresas, nações e negócios. Aqueles que conseguem trabalhar estas forças de modo sensato e positivo, extraindo o melhor de cada uma, sem dúvida estarão muito a frente no caminho do sucesso.

O ideal, seja homem ou mulher é, observar e praticar a objetividade do universo masculino, mas ter a sensibilidade do universo feminino para saber o momento de ceder, recuar ou avançar ainda mais.

No mundo corporativo do século 21, com a era digital, nosso pensamento multiconectado vale ouro.  Melhor para nós e nossos cérebros-novelo, que conetam tudo com tudo.

EE Colunista Manu DamascenoEE-Colunistas-aviso-geral

14 fev 2017

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História empreendedora Mônica Santos

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No último evento do ano do Entre Elas, tivemos a honra de contar com a presença de Mônica Santos, esgrimista, gaúcha, mãe, mulher e batalhadora, na história empreendedora.

Mônica teve a perda dos movimentos das pernas em 2002, e na busca de saber o que estava acontecendo, descobriu uma gestação de 4 semanas. Como quase toda mulher, Mônica sonhava em ser mãe. Entre interromper a gestação ou ter a chance de voltar a caminhar, optou por levar a gravidez até o final.

Paolla, junto com o marido, são a grande inspiração para a Mônica na sua luta diária para superar desafios, dores e todos os obstáculos da vida.

Além de uma mulher muito bonita, o sorriso que Mônica carrega, junto com sua simplicidade, por si só, são pura inspiração.

Depois de muitas fisioterapias, adaptada na sua ‘nova vida’ e com a filha “criada”, Mônica buscou algum propósito maior, queria se sentir mais realizada. Foi onde resgatou na sua paixão pelos esportes, pois quando era jovem pensou em ser jogadora de futebol, a busca por alguma atividade que lhe desse a tal realização.

Tentou basquete, experimentou kart e vela, e ainda ciclismo e tiro esportivo, até que em 2010, a esgrima lhe escolheu e a acolheu para a alegria do RS e do Brasil. Pois de lá pra cá Mônica já conquistou diversas medalhas, viajou o mundo representando o esporte, tanto em equipe, como solo. E este ano para orgulho geral, ela participou dos Jogos Paraolímpicos do RJ.

A paixão pelo esporte deu novas oportunidades à Mônica, e você, qual sua paixão? O que pode te mover rumo a novas conquistas?

Segundo a Mônica, podemos e devemos ser nosso próprio ídolo, pois é VOCÊ  e VOCÊ no final.

“Não existem limites para a felicidade.” O importante é aproveitar e curtir muito o trajeto. É nele que você aprende, erra, se supera, conhece gente, se aprimora e vive o presente da vida.

A Mônica é uma história empreendedora inspiradora, pois ela foi lá e fez, teve resiliência para se reinventar, não se posicionou como vitima do mundo, supera assim como muitas mulheres, grandes desafios, preconceitos, dores… diariamente. Ser mulher, ser portadora de deficiência no Brasil, ser esportista no Brasil, ser de uma cidade do interior, entre outras adversidades, nunca limitou a força de vontade desta grande mulher. Uma bela história para encerrar 2016, né?

Ano que vem contaremos mais histórias e inspiraremos muito mais mulheres!

Grande abraço!

manu damasceno entre elas NH

13 dez 2016

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Desaparecer é preciso

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Primeiramente peço desculpas pelo meu sumiço aqui do Entre Elas! Agradeço muito ao puxão de orelha sutil que as meninas me deram para voltar a escrever aqui. Posterior a isto, vamos aos fatos:

É de comum acordo que 2016 foi um ano diferente. Para o misticismo, um ano que verdades viriam à tona, para os Maias um ano de mudanças, para os pessimistas um ano terrível que só trouxe desgraças e para os otimistas um ano de desafios. Para mim foi um ano de repensar o futuro.

Se para você, cara leitora, tudo na sua vida está como você gostaria ou tomando forma, leve este texto como um desabafo. Mas se você sente que algo não está lhe agradando, preste atenção: é preciso parar e sumir, de vez em quando.

O início deste ano foi como de todos os outros, na minha vida empreendedora: visar clientes. Tendo um escritório de comunicação é preciso estar a parte de tudo que acontece no mundo. TUDO. Após festas de final de 2015 e férias, fui atrás de possíveis clientes e iniciamos os fechamentos de contratos. Logo que começaram as reviravoltas políticas, lembrem-se do Impeachment, o mundo dos negócios esfriou totalmente pela capital gaúcha. Em pleno desespero pessoal de como iria pagar as contas, comecei economizar no que fosse preciso, abrindo mão de esportes, momentos de lazer e até objetos que me agradavam muito. No ápice do estresse, chegaram as férias de Julho. Não tive férias, continuava na busca incessante por dinheiro para pagar as contas fixas, e esquecendo do meu bem-estar pessoal. Em agosto, uma decisão: ser voluntária das Olimpíadas Rio 2016.

Já que o mercado continuava parado e minha vida um tanto bagunçada, resolvi sair da zona de conforto. E o resultado: a melhor experiência da minha vida.

Não foi só porquê era no Rio, não foi só porquê era no meu esporte favorito e não foi só por que eu estaria envolvida no maior evento esportivo do Mundo. Foi a melhor experiência da minha vida porque eu estava trabalhando em algo que me dava cem por cento de satisfação pessoal e zero por cento de remuneração em dinheiro. E então percebi o que eu errei por muito tempo.

Errei em pensar que é só por dinheiro. Errei por pensar que só em uma área que posso atuar. Errei em pensar que não existem mais momentos diferentes para aprendermos. E esta experiência me ensinou que existem diversas áreas em que posso desenvolver meu lado empreendedor.

Do meio do ano para cá, venho trabalhando em projetos diferentes, que certamente sairão do papel agora nas férias. Continuo com meu escritório de comunicação e atendendo meus queridos clientes. Mas tenho tido ânimo e outros olhos para enxergar os diferentes negócios que estou fazendo.

Eu poderia escrever aqui sobre minha experiência profissional na área de comunicação, poderia escrever aqui sobre a minha experiência nas Olimpíadas (precisaria de uns dois ou três posts!) mas resolvi escrever sobre o quão importante é nos darmos conta do que nos faz feliz, e para isto, precisamos PARAR o nosso dia-a-dia e viver. Vivenciar experiências novas, conhecer locais novos, e assim enxergar o que nos move todos os dias.

EE-Colunista-Luana-Martins

EE-Colunistas-aviso-geral

08 dez 2016

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História Empreendedora: Aline Heinen da Star Bags

Milene Venter Fotografias-129

Dizem pesquisas que se empreende por necessidade ou por oportunidade. Ou seja, se avalia uma demanda que ainda não foi atendida ou está carente e se cria uma OPORTUNIDADE. Ou por, falta de emprego, por recolocação no mercado ou ainda, para ocupação por uma depressão ou outra doença, se empreende por necessidade. A Aline da Star Bags identificou uma oportunidade, mas também uma necessidade. Como assim?

Aline teve sua mala trocada no aeroporto, o que não é uma experiência legal, e depois disso teve a ideia de pedir para sua mãe fazer uma capa para sua mala. A capa que sua mãe produziu fez sucesso nas viagens e entre amigos.

Ela aproveitou uma oportunidade de demanda para um produto inovador e, a necessidade do seu marido precisar trabalhar na época, pois estava desempregado. Pronto, nasceu a Star Bags.

Star Bags é uma capa de proteção para malas que proporciona segurança, beleza, economia, personalização e praticidade.  Possui fechamento que permite cadeado e com possibilidade de personalização.

A Star Bags já teve loja no aeroporto de POA e neste inverno, está tendo uma loja em Gramado, aqui no RS, onde nesta época a cidade é repleta de turistas, além da loja virtual.

Apesar de todas as dificuldades que um empreendedor enfrenta neste país, a empresa só cresce. A Aline ainda não trabalha full time na Star Bags, mas o projeto só cresce e em breve torcemos para ela dedicar 100% do tempo neste projeto super inovador e bacana. Ela dedica um turno de trabalho para a empresa e tenta equilibrar com sua vida profissional e pessoal.

Com dedicação, coragem, persistência e um pouco de cara de pau, a Aline conseguiu emplacar matérias de TV com a Star Bags, em programas como: Bom Dia RS e Pequenas Empresas, Grandes Negócios.

Um depoimento bacana que a Aline deu na sua participação no último Entre Elas, em julho, foi de que o empreendedorismo resgatou e uniu sua família. E nós do Entre Elas acreditamos muito no poder transformador do empreendedorismo. As vezes alguns acontecimentos em nossas vidas nos fazem agir ou desencadeiam paixões que podem fazer nascer um plano profissional totalmente novo.

Próximos planos? Franquias, vendas nos EUA…o céu é o limite.

Quer presenciar a próxima história empreendedora? Dia 21 de Setembro, Eliane Magnan vai contar a sua história e da Elegance Lingeries. Garanta seu ingresso aqui.

Acompanhe nossas redes sociais: Instagram.com/projetoentreelasFacebook.com/entreelasnh

manu damasceno entre elas NH

11 ago 2016

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História Empreendedora: Aline Taís da Rosa da PetPapá

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Aline e sua mãe Maria da Graça.

Nunca se falou tanto em viver com mais qualidade e isto inclui nossa alimentação, e quando o assunto são nossos pets, já paramos para pensar que eles também podem manter uma dieta mais saudável com comida natural pensada para eles? Eu nunca!

Foi pensando em levar saúde e bem-estar para nossos amigos de quatro patas, que a PetPapá começou a produzir comida natural congelada para cães e gatos.

Empreender demanda medos, insegurança e muita coragem. E foi exatamente este caminho de coragem que a Aline, junto com a sua mãe Graça e, outro sócio, vem trilhando desde 2013, quando ela teve a ideia de criar a PetPapá e abandonou um emprego seguro para empreender.

A Aline contou em sua palestra no Entre Elas de maio, que teve uma caminhada turbulenta, com burocracia, pois seu tipo de empreendimento é do segmento de alimentação, dificuldades por falta de inexperiência em empreender, e claro, de investimentos. Mas junto com a escolha de empreender vieram os benefícios, como flexibilidade de horários e trabalhar com paixão, pois como ela destacou todo esforço e trabalho é para você, é seu!

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E todo serviço pesado, noites mal dormidas e obstáculos valem a pena? É só ver uma foto de um antes e depois dos animais que a PetPapá atende. Vários bichinhos com problemas de saúde, que em meses estão super melhores, com uma vida mais saudável e feliz.

A PetPapá conta com 3 sócios e uma colaboradora e, estão crescendo na região, além de terem chamado atenção de vários veículos de comunicação, uma vez, que nunca se procurou tanto proporcionar bem-estar aos animais de estimação, seja com a moda ou com produtos específicos para eles viverem melhor.

E para finalizar a Aline compartilhou o que ela considera importante na hora de empreender, e o que ela já faria diferente se começasse empreender hoje: ter capital de giro, estudar sempre, registrar sua marca, cuidar para separar amizade e negócios na hora de contratar, legalizar o negócio, pesquisar o mercado para fazer diferente, ter pessoas certas para ajudar e acelerar o negócio e manter tudo documentado – eu anotei as dicas, e você?!

Nossa próxima história empreendedora será dia 21 de Setembro, reserva a data!

manu damasceno entre elas NH

21 jul 2016