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A escolha que você não vê

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No último mês falei aqui sobre Escolhas Difíceis, e agora quero conversar sobre as escolhas que não vemos. Você sabia que existem 3 decisões que controlam o seu destino? E não é a decisão de qual roupa vestir de manhã ou para qual cliente ligar.

São 3 decisões que relegamos – inúmeras vezes – ao nosso inconsciente, pois consumimos nossas energias com decisões pequenas e corriqueiras.

Mamão ou banana no café da manhã? Leite quente ou frio? Casaco ou manga curta? Cinco minutos a mais na cama ou no chuveiro? De carro ou a pé? De carona ou sozinha? Supermercado hoje ou amanhã?

Essas são aquelas escolhas cotidianas que nos acertam com o passar das horas, que embora pareçam bobas, dão a impressão de que o ponteiro do relógio acelerou.

Ok, mas essas escolhas são evidentes, estão à sua frente, sempre. Porém, você já se perguntou todas as escolhas que você deixa de fazer, porque simplesmente não consegue ver elas? Ou pior, as escolhas que você faz de forma automática e que nem se dá conta?

Hoje eu quero apresentar elas para você!

Escolha nº 1 – Suas decisões sobre o que focalizar.

Escolha nº 2 – Suas decisões sobre o que as coisas significam para você.

Escolha nº 3 – Suas decisões sobre o que fazer para criar os resultados que deseja.

Frequentemente não tomamos de forma consciente a maioria das decisões, especialmente essas três, que são cruciais para nossa vida, e ao fazer isso, pagamos um preço alto, às vezes, alto demais.

E para explicar um pouco melhor, trago o conceito de “Síndrome do Niágara”, criada pelo Anthony Robbins, que diz o seguinte: “Acredito que a vida é um rio, e que a maioria das criaturas salta no rio da vida sem ter decidido onde quer chegar. Assim, logo são apanhadas pela correnteza: dos acontecimentos, dos medos, dos desafios. Quando chegam a bifurcações, não decidem conscientemente para onde querem ir, ou qual a direção certa em seu caso. Apenas “seguem o fluxo”. Tornam-se uma parte da massa de gente que se deixa dirigir pelo ambiente, e não por seus próprios valores. [...] Permanecem nesse estado inconsciente até o dia em que o barulho da água as desperta, e descobrem que estão a 2 metros da cachoeira do Niágara, num barco sem remos”.

E você, está na Síndrome do Niágara?

Quer empreender, quer trocar sua carreira, quer gerir melhor sua vida? Ter mais tempo? Mais afeto? Mais reconhecimento? Então aprenda a remar o seu barco, aprenda a focar no que importa, a decidir o que as coisas significam para você e os passos futuros que te levarão mais próximo do seu sonho.

Porque se você não fizer isso, ficará presa a sua rotina (correnteza), achando todas as desculpas que estão escondidas por aí, ora com medo, porque seu barco está à deriva, ora se recuperando dos tombos na cachoeira do Niágara.

EE-Colunista-Juliana-EmerEE-Colunistas-aviso-geral

20 jun 2017

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Como surgiram os brechós

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Na atualidade, crise e busca por sustentabilidade fazem crescer vendas de roupas usadas. Os brechós se tornaram referência para garimpar peças clássicas e comprar peças de marcas por preço mais acessível.

As primeiras lojas de segunda mão no mundo apareceram no século XIX e ficaram fortemente populares com as crises produzidas pela Primeira e Segunda Guerras Mundiais principalmente através da Cruz Vermelha com a venda de produtos doados a preços bem acessíveis.

Os brechós tiveram sua origem nos mercados de pulgas da Europa, onde se podia comprar e vender praticamente tudo. As feiras aconteciam ao ar livre e como as peças eram usadas e não havia lá muita preocupação com a higiene, animais como pulgas eram comuns, daí a origem do nome “mercado de pulgas”.

Em Paris, existe um Mercado de Pulgas mundialmente conhecido. Foram-se as pulgas e o lugar hoje é um antiquário lindíssimo, clássico, chic tudo a ver com Paris. Existem desde selos até obras de arte de muito bom gosto.

No Brasil o termo ‘brechó’ surgiu no século 18, devido a um vendedor de nome Belchior, que vendia roupas e artigos de segunda mão no Rio de Janeiro. Décadas mais tarde, adotou-se pela má compreensão/audição da palavra Belchior, o termo ‘brechó’.

No Brasil, o brechó começaria a ser consolidado como negócio somente na década de 1970, quando a cantora Maysa, inspirada pelo conhecimento deste tipo de negócio adquirido em suas viagens a Europa, fundou na rua Djalma Ulrich, em Copacabana, Rio de Janeiro, seu próprio brechó, intitulado Malé de Lixo. A musa comercializava roupas, calçados, bolsas e acessórios que foram utilizados por ela e amigos. Em tempos de valorização da moda nacional, o brechó foi recebido como novidade e uma agradável alternativa de consumo, porém não foi valorizado até as décadas de 1990-2000, período marcado pelo alvorecer do consumo consciente e um crescente interesse pela sustentabilidade. Mesmo período que a moda vintage começou a se propagar fortemente nos Estados Unidos, saindo da Europa para o resto do mundo. Em Hollywood, o vintage começou a ser visto como tendência de moda a partir de 2001, quando Julia Roberts recebeu o Oscar com um modelo do estilista Valentino de 1982, garimpado em brechó.

Muito mais que uma roupa exclusiva, as peças antigas possuem outras qualidades. Os tecidos de décadas atrás tinham um diferencial. As coisas eram feitas para durar mais. Mas os brechós não vendem só vintage, alguns são focados neste nicho, mas a maioria possui variadas opções, marcas e estilos. Outra vantagem dos brechós: a questão da sustentabilidade. Com o tempo as pessoas vão entender que, assim como economizar sacolas de plástico e ter sua eco-bag, comprar roupas usadas ajuda a preservar o ambiente.

Reutilizar as coisas é uma tendência mundial, e com as roupas não é diferente. Estas lojas já são bastante comuns na Europa, e aqui no Brasil também deve popularizar cada vez mais.

E você, compra em brechós?

EE-Manu Damasceno Colunista-02

EE-Colunistas-aviso-geral

 

25 mai 2017

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Planejamento + Empreendedor = tudo a ver!

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Se você é empreendedor e tem dor de cabeça só de ouvir a expressão “Planejamento Estratégico”, saiba que não é o único. Mas ao contrário do que muitos pensam o processo de planejar pode ser mais simples do que se imagina.

Há muito tempo eu trabalho e falo sobre Planejamento Estratégico e acabo recebendo um número considerável de comentários sobre o processo de planejar.

Em tempo, vale explicar brevemente que planejamento estratégico é um procedimento gerencial que se refere à formulação de objetivos para a seleção de programas de execução e ação, onde são consideradas as variáveis internas e externas à organização, de modo que o somatório de recursos e esforços possam conduzir a ações com resultado muito satisfatório e alinhado com a estratégia empresarial.

Assim, o processo de planejar é FUNDAMENTAL para qualquer pessoa ou empresa que queira, minimamente, atingir algum objetivo, pois ele “prevê” o futuro em relação ao longo prazo, antecipando situações que, sem o plano, estariam distantes da visão do gestor.

A criação de uma estratégia pode ser fácil e demanda um pouco tempo – o que a maioria diz que não tem – pois é necessário conhecer aqueles pormenores do negócio que quase ninguém tem paciência (ou sabe) analisar. Planejar é pensar e trazer para a prática, é integrar a empresa, é levar até a operação e sair da teoria.

Agora, você sabia que uma hora de planejamento economiza mais de seis horas de execução?

E aí, você ainda está sem tempo? Talvez seja justamente a hora de planejar e passar a desfrutar do seu bem mais precioso, o tempo.

Quem ainda não acredita que um bom planejamento pode ser o vento para a guinada que precisa nos seus negócios, deve repensar. Pois, do contrário, ‘esse tal planejamento’ não está, nem nunca estará com nada mesmo.

Pensemos como os mestres Kaplan e Norton: “Uma estratégia sem táticas é o caminho mais lento para a vitória. Táticas sem estratégia representam o caos que antecede uma derrota. ”

Independentemente do tamanho da sua empresa, invista seu tempo no que vai lhe ajudar a crescer no mercado.

Desenvolver e formular estratégias criativas pode estar mais perto do que você imagina.

P.S.: Vou deixar três perguntas para você já pensar na estratégia do seu negócio:

  1. Se sua empresa fosse uma pessoa, pelo que ela seria lembrada?
  2. Como você descreveria o seu principal cliente?
  3. Onde você imagina que seu negócio estará em cinco anos?

Um grande abraço!

EE-Colunista-Larissa-Moraes

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24 mai 2017

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Atendimento e experiência deveriam ser foco dos empreendedores

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Não é a primeira vez que abordo o tema experiência em meus artigos. Vou reforçar mais uma vez: nos próximos anos, a experiência de compra vai ser o principal motor competitivo dos negócios. Atendimento e relacionamento deveriam estar casados! Grandes mudanças no atendimento estão por vir e quem não acompanhar as demandas do consumidor 3.0, vai ficar de fora do mercado.

Conveniência e rapidez são algumas das esperas do consumidor, que não quer mais se esforçar para ser bem atendido. Na verdade, ele está aguardando receber as coisas de “mão beijada”, e isso é um grande diferencial para as empresas. Afinal, qual é o bem mais valioso das pessoas atualmente? O Tempo!

Valor, experiência de compra e atendimento são mais importantes que preço: especialmente no Brasil, quanto melhor o atendimento, mais chances de continuar competitivo! Expandir os canais de autoatendimento finalmente será percebido de que é uma demanda real e necessária. O autoatendimento no Brasil ainda não é majoritário entre as empresas, mas os consumidores brasileiros demandam isso mais do que podemos imaginar.

Marketing e relacionamento estarão cada vez mais compostos, conforme o consumidor 3.0 vai tendo cada vez mais poder de espalhar informações positivas e negativas sobre as empresas. Canais alternativos, como mídias sociais, chat, email e atendimento inteligente estão ficando mais populares e até mais efetivos.

Ao invés de pensar em interações pontuais com cada cliente, as empresas vão precisar pensar em toda a jornada de relacionamento, considerando os momentos antes, durante e depois da venda. Atendimento proativo vai ser o diferencial.

Essas “dicas” não são segredos trancados a sete chaves, nem novidade para ninguém, verdade. Porém, cada vez mais raros de encontrar nas empresas, porém o consumidor já tem esta necessidade bem clara no mercado.

EE-Colunista-Adriana-BreierEE-Colunistas-aviso-geral

23 mai 2017

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Escolhas Difíceis

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Quando terminei de ler a última página do livro Escolhas Difíceis da Carly Fiorina, me peguei pensando por vários minutos como a nossa vida é composta de escolhas. O quanto nós precisamos escolher; quantos caminhos e encruzilhadas são postos à nossa frente dia após dia, e como nós, com as informações e sentimentos que dispomos naquele momento, precisamos escolher. Sendo que, depois da escolha, normalmente vem a dúvida; Será que escolhemos certo? Será que era o melhor a fazer? E aquela palavrinha de duas letras e uma sílaba vem caminhando, lentamente ao nosso encontro… SE… E SE… Como diria Hardy Har Har “Oh dia, oh céu, oh vida, oh azar”.

Existem escolhas fáceis: o que vou vestir hoje? O que farei no final de semana? Entretanto, existem diversas outras, que podem mudar o rumo da nossa vida: Mudo de emprego? Troco de curso na faculdade? Termino meu namoro, meu casamento?  Nós não somos acometidos por essas escolhas seguidamente, mas tenho certeza que pelo menos uma vez você já se deparou com alguma escolha assim, e ela consumiu sua energia de uma forma incrível, pois essas são as nossas “Escolhas Difíceis”, e são elas que nos definem.

Muitas vezes não sabemos se estamos decidindo corretamente, e se aquele realmente é o caminho, o importante é termos em mente que essas decisões são importantes. Se errarmos, ok, outras decisões virão em seu lugar, e o aprendizado será a base para que possamos acertar no futuro.

Neste mesmo livro, a autora diz “[...] se não podemos escolher nossas circunstâncias, sempre podemos escolher nossas reações a elas”. Então, por mais difícil que a decisão lhe pareça, reflita, mas tome uma decisão, escolha um caminho… Ficar em cima do muro não trará paz, nem espantará o medo que uma decisão importante traz consigo. Além disso, é importante lembrarmos o que dizia Nietzsche: “Toda a vida não vivida ficará latejando dentro de você, invivida por toda a eternidade”.

Reflita e escolha seus caminhos, se a paisagem não agradar, volte atrás. Se não for possível voltar, construa uma nova estrada, mas não fique parado achando que o melhor é postergar as decisões. Há uma falsa impressão que postergar algo fará com que a vida resolva aquilo por si só, porém, em muitos momentos, apenas estamos damos a chance para as oportunidades passarem... E nem sempre a vida dá uma segunda chance, afinal ”[...] parar de escolher é começar a morrer” (Carly Fiorina).

EE-Colunista-Juliana-Emer

EE-Colunistas-aviso-geral

22 mai 2017

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O eco do amor

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Vocês já ouviram falar daquele ditado: o eco é resultado do som que emites?

Então, estamos prestando atenção no que andamos emitindo?

Ao pensar nessa máxima me remeto ao meu processo de educação junto á minha filha. Incrível como na educação as coisas funcionam assim, uma troca diária. Aquele padrão autoritário, ríspido, das agressões, do Eu sempre falo e VOCÊ sempre me escuta caíram por terra faz algum tempo… Não, não estou em hipótese alguma dizendo que devemos ser amicíssimos de nossos filhos e que “Abaixo a ordem viva o caos”.  Não. Só estou dizendo que estabelecer uma relação de escuta, de companheirismo, de trocas faz com que o que emites retorne positivamente.

Meu filho não me conta nada da sua vida, não sei de sua vida escolar, não sei de seus amigos, o que está acontecendo nas “sociais” (leia-se Festinhas, as antigas Reuniões Dançantes! Rsrsrs), nem muito menos o que se passa no seu coraçãozinho de passarinho. Mas veja bem, você acha que de uma hora para outra o jovem irá contar? Que até ontem você mal queria saber (de verdade) como tinha sido o seu dia, que até ontem ele te olhava com uma carinha dizendo implicitamente: Falem comigo, queiram saber de mim, sem julgamentos, quero partilhar meus anseios, minhas alegrias…

Cada família sabe de seus valores, conduzem da forma que acreditam ser a melhor, da forma que lhe foi passada e é baseada nesse modelo que aplicam na relação. Ou até mesmo extremamente ao contrário. Na falta de necessidades básicas atendidas, suprem em demasia o filho. Mas estamos falando aqui de relação de afeto. De confiança. De um caminho construído desde sempre. Nunca fugindo das responsabilidades que a paternidade/maternidade nos trazem.

Li esses dias que nossos filhos seguirão nosso exemplo, e nem sempre nossos conselhos. Você vai dizer:olhe pros dois lados antes de atravessar e ele irá atravessar correndo sem pestanejar! E quer saber? Acho que devem mesmo, devem ter algumas sensações e experiências que cada fase oferece na sua louca transgressão (gente, tudo dentro da normalidade, da idoneidade,da sanidade). São humanos e não perfeitos. O discernimento não deverá faltar, mas a vivência faz coisas incríveis com a pessoas, e passar essas fases em branco seria uma poda lastimável.

O ano de 2016 foi bem atípico, e para mim foi marcante no sentido de ver meu exemplo ser muito forte na vida da minha filha. Estou sempre muito envolvida em ações em prol do outro e nas condições e cenário correspondente, vi minha filha fazendo o mesmo. Se me enchi de orgulho? Claro que sim, mas como tudo na vida temos o Ônus e o Bônus.

Ví seu coração partido com a falta de solidariedade, vi seu olho lacrimejar com a falta da verdade em grupos de amigos, vi seu whats tocar com a seguinte frase: Duda está aí? Preciso de tua palavra amiga, me chame quando puder, vi ela selecionar seus “crushs” por comportamento (Mãe, fulano bebe todos os dias, nem pensar…), vi ela cumprindo vários compromissos com a Liga Jovem de Combate ao Câncer em sábados onde poderia estar com amigas ou passeando com a família, vi ela sentando para conversar ou almoçar com colegas não tão “pops” para não deixar que ficassem sozinhos…

E na hora da conversa, sou escuta, sou reprovação, sou amiga, sou risada, sou fonte de questionamentos, sou chata, sou a melhor mãe do mundo… Mas plantei. Me atualizei. Precisei fazer cursos, precisei ler, precisei ficar preocupada, precisei abdicar de muita coisa pra ter esse retorno. E a caminhada continua, todo dia, sem parar e sem cessar!

Estou emitindo sinais de amor, de conta comigo, de assim não pode, de Desculpas errei, de Nãos, de Eu te Amo. E o eco que tem voltado tem sido lindo. Abundante.

Muita gente tem recebido esse eco memorável. E quem ainda tem como retorno um vazio,um silêncio, uma porta batida dou um conselho (se me cabe e se me permitem é claro): tudo tem cura. Persista, se remodele, vá tateando e descobrindo a brecha. Não é porque estamos na condição de Pais que não podemos aprender,de baixar a guarda, de se deixar amar, de ser escuta.

Depois me conte que Eco tens recebido! Tenho certeza que será o som mais lindo que seus ouvidos poderão escutar…

EE Colunista Dani GrahlEE-Colunistas-aviso-geral

01 mai 2017

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Sim, você pode viver ao máximo tudo aquilo que deseja em seu coração

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Prezadas leitoras!

Que alegria estar aqui! Me chamo Scheila Leal, tenho 24 anos e sou gaúcha da cidade de Panambi/RS. Para começar vou contar um pouquinho sobre mim.

Sempre trabalhei com educação, mais precisamente desde os meus dezoito anos. Segui a tendência ou a “convenção social” das moças da geração da minha mãe (e que acabou sendo passada para mim) e também realizei um sonho dela: ser professora. Na época, quando tive de escolher uma profissão, com dezessete anos, não me preocupava muito com a escolha que estava fazendo. Afinal, o importante era estudar para conseguir um emprego e “ser alguém na vida”. O tempo passou e antes mesmo de me formar já consegui um emprego em uma das melhores escolas da minha cidade. Tudo estava perfeito! O que mais poderia querer da vida? (triste ilusão).

Porém, depois de algum tempo formada, passei a sentir uma insatisfação quase insuportável. Um desconforto em relação a minha vida e às escolhas que havia feito passou a fazer parte dos meus dias. Até então nunca havia parado para pensar o que realmente fazia sentido para mim. Minha vida era tranquila, com poucas ambições e com poucos desafios. Afinal, para que me desafiar, para que enfrentar medos, tensão e angustias se as coisas estavam “boas” da forma que estavam. E foi aí que percebi a raiz de todo o mal-estar que estava sentindo. Percebi que havia um potencial gigante que gritava dentro de mim, que implorava para ser usado e que manifestava sua repressão de diversas maneiras. Lembro que buscava compensar esta angustia de diversas formas: festas, compras excessivas, relacionamentos doentios. E tudo isso gerava um prazer momentâneo, mas que não preenchia o vazio que eu estava sentindo.

Foi então que me dei conta de que estava priorizando as coisas erradas, seguindo um caminho traçado por outras pessoas e que não fazia muito sentido para mim. Percebi que haviam várias paixões pulsando em meu peito e pedindo liberdade para se realizar. E uma delas é a paixão por escrever. Entendeu agora por que estou aqui? Sempre gostei de escrever, mas sempre pensava que ninguém teria interesse em ler as coisas que eu escrevia. Que engano. Hoje consigo impactar dezenas de pessoas com os meus textos em diversos meios, bem como inspirar e contribuir com o desenvolvimento do melhor de cada um.

Descobri também que desejava ir além das salas de aula, que queria trabalhar com públicos maiores, treinar pessoas e contribuir com o seu desenvolvimento. Sentia uma vontade gigante de ajudar as pessoas, de participar de suas vidas, de oferecer ao outro o melhor de tudo aquilo que dedico a minha vida a aprender. E foi aí que a menina cheia de medos e inseguranças, acomodada com a vida perfeita que acreditava ter, decidiu que queria empreender. Quem diria, hein?

Contei um pouquinho da minha história com o objetivo de dizer que: “Sim, você pode viver ao máximo tudo aquilo que deseja em seu coração”. Todas nós possuímos um potencial incrível, que está ali, dentro de cada uma, esperando para ser usado ao máximo. Infelizmente muitas pessoas convivem com a mesma insatisfação que eu estava sentindo tempos atrás e optam em permanecer acomodadas nas escolhas que fizeram, mesmo que não lhes tragam realização alguma. E sabe por que? Por que a maioria delas não acredita no seu potencial ou até desconhece a sua existência.

Acredito que a realidade que vivemos é resultado das escolhas e das apostas que fazemos. Escolha apostar em você. Escute o seu coração e as paixões que gritam por liberdade lá no íntimo da sua essência. Possuímos dentro de nós o projeto de todas as obras que desejamos construir em nossa vida. E para ter sucesso nessa construção é preciso seguir o seu projeto, que é único e exclusivo seu. Se você construir as suas obras de acordo com o projeto de outras pessoas ou diferente daquele que existe dentro de você, existem grandes chances de você não encontrar sentido naquilo que está fazendo e sentir a mesma insatisfação que eu senti tempos atrás. Por isso, escute o seu coração, cultive as suas paixões e trilhe um caminho de realização e felicidade.

Acredite, você é bem mais forte e capaz do que imagina! Aposte e invista em você!

EE-Colunista-Sheila-Leal

EE-Colunistas-aviso-geral

28 abr 2017

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DIFERENÇA ENTRE MARCA E RAZÃO SOCIAL

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É muito comum os empresários confundirem o registro da marca com o registro da razão social feito na junta comercial. O processo da junta comercial é para o registro da razão social da empresa, a pesquisa para este é feita somente neste órgão e a nível estadual. Este registro assegura ao titular que não haverá outra empresa com a mesma razão social no estado.

O registro da marca, por sua vez, é feito no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e garante exclusividade de uso da marca ao seu titular em todo território nacional. O registro na junta comercial não anula a necessidade do registro no INPI, pelo contrário, uma marca registrada pode impedir o uso de uma razão social colidente, gerando grandes transtornos e a necessidade de mudança da razão social.

Somente o registro da marca garante ao seu titular:

- Direito de exploração comercial da marca;

- Direito de impedir que terceiros imitem, reproduzam, importem, vendam ou distribuam produtos/serviços com sua marca sem sua autorização;

- Geração de receita através de licenciamento, franquia ou venda.

Ficou curiosa? Com dúvidas? Entre em contato e solicite uma pesquisa gratuita da sua marca.

E-mail: novohamburgo@vilage.com.br | (51)  9 9424-4967 | (51) 3066-0286

EE-Colunista-Fernanda-Rauter

EE-Colunistas-aviso-geral

27 abr 2017

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Tão longe tão perto

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Essa é a terceira vez que iniciou um texto com esse título, o tema central sempre foi a afirmação feminina e suas dificuldades.

“Eta” textinho bem demorado de evoluir!

O nome e tema sempre foram os mesmos desde a primeira ideia, mas o contexto foi mudando e minha visão sobre o tema também.

A história da luta por direitos femininos ou por direitos mais equilibrados, desde as sufragistas já passam de 100 anos. Desde lá evoluímos muito em alguns aspectos, nada em outros e infelizmente, em alguns países, a valorização feminina até regrediu.

Na minha opinião não são leis que criam igualdade de gênero, é o nosso modo de pensar e agir cotidianamente que transforma o mundo ao nosso redor. As leis não têm poder criar igualdade enquanto as desigualdades estiverem em nossos genes ou na matriz de nosso pensamento.

A memória celular afeta tanto você quanto a Hillary Clinton que lutou uma vida e quase chegou a sua meta. Esse quase que é sempre o problema…

O segundo colocado é sempre o primeiro perdedor”, essa frase é comum em meios esportivos e não tenho a menor ideia de quem a falou primeiro.

Todas nós carregamos registrado em nossas células que o nosso papel é secundário. Isso está impregnado no nosso campo vibratório. Então, não adianta apenas culpar os homens por algo que está dentro de nós.

Basta darmos uma olhada para nossa própria árvore genealógica para ver que nossas ambições entram em conflito nossa história genética e cultural.

- Quantas da suas antepassadas, mãe, avó e bisavó exerceram atividades remuneradas?

Todas certamente trabalharam, e muito!

Quantas foram chefe de família por vontade própria? Quantas tiveram algum reconhecimento do próprio esposo?

Isso foi formado geração após geração numa repetição continua do modelo recebido. A chave da mudança está nas nossas mãos!

Não basta sermos empresárias empenhadas para o sucesso se continuarmos favorecendo os filhos homens. Cuide da forma como você cria seus filhos. Eu vejo mães superprotegerem seus meninos e preparando suas meninas para a autonomia, com isso os meninos acabam se tornando mimados e se achando cheios de direitos especiais.

Os filhos repetem o que os pais fazem, se seu companheiro assume as tarefas domésticas, seus filhos se tornarão homens melhores. Eu sou da geração que o destino obvio da mulher era o casamento, mesmo assim a maioria das minhas amigas trabalha e é independente e muitas de nós tiveram que lutar por esse pequeno direito.

Estamos construindo um novo modelo todos os dias.
De nada adianta querer mudar o mundo não mudarmos a nós mesmas.

Lembro quando pequena assistia meu pai responder a pesquisas tipo do IBGE se sua pessoa sua esposa trabalhava.

Ele respondia: sim, muito e de graça! O esforço feminino era sempre de graça e não era considerado trabalho, nem nas pesquisas!
Então, olhem para sua história, pensem em suas mães, avós e bisavós. Vejam o quanto trabalharam, sem nem ao menos o reconhecimento de que fosse trabalho! Quando nos reportamos a nossa realidade profissional atual nas quais profissões majoritariamente femininas como magistério e arquitetura a remuneração é cada vez mais reduzida.
Então, olhem para si mesmas, observem os comandos sutis, os registros implícitos que você recebeu da sua genética. Honrem seus antepassados, mas libertem-se desses comandos.

Para agirmos livremente é necessário desapegar de conceitos arraigados em nosso ser.

O trampolim que nos alça longe está muito perto. Aberta essa chave você estará livre para alcançar seus sonhos!

Afinal, o machismo dos outros é mais fácil de ser administrado que o nosso.

EE-Colunista-Ane-KielingEE-Colunistas-aviso-geral

07 abr 2017

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Empreendedorismo da mulher negra

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Abrir o próprio negócio é uma opção promissora para fugir do desemprego e dos baixos salários

No Brasil, o dia 20 de novembro é marcado pela celebração do Dia Nacional da Consciência Negra. A data serve de reflexão para todos nós sobre a inserção do negro na sociedade e a busca por oportunidades iguais em diversas áreas, como educação e mercado de trabalho.

Nesse segundo ponto, houve um avanço entre 2002 e 2012, conforme o Sebrae, baseando-se em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE. Entre esse período, o número de negros donos de micro e pequenos negócios no país cresceu 28%. Hoje, metade dos donos de negócios são afrodescendentes, enquanto que 49% são brancos e 1% pertencente a outros grupos.

Para a mulher negra, o empreendedorismo tem sido uma opção promissora para escapar da alta taxa de desemprego e baixos salários. No mesmo estudo o IBGE indicou que são pouco menos de 500 mil empregos formais de mulheres negras contra 7,6 milhões de mulheres brancas. Soraia Motta é um exemplo de mulher negra que alcançou sucesso ao empreender. Ela começou vendendo seus produtos para artistas negros no Fórum Social Mundial da Cultura, realizado em Porto Alegre. Hoje, é dona da loja Maria Babado de Chita, com foco em moda, beleza e identidade.

Falando em escala mundial, temos muitas mulheres negras de sucesso no mundo dos negócios e que podem servir de inspiração, não somente pela questão financeira, mas também pelo empoderamento e por ocuparem cargos importantes. Cito Oprah Winfrey, apresentadora de televisão e empresária. Seu programa, The Oprah Winfrey Show, é o talk-show de maior audiência da história da televisão norte-americana e vencedor de muitos prêmios Emmy. Ela ainda foi eleita pela revista Forbes como a mulher mais rica do ramo do entretenimento no mundo no século XX. Além disso, foi a primeira mulher negra a ser incluída na lista dos bilionários, em 2003.

Depois de 25 anos no ar, ela apresentou seu último programa em 2011. Sabe por quê? Para dedicar-se à sua própria rede de televisão, o Oprah Winfrey Network. Oprah não vem de família rica e sua história na juventude é marcada por superação, muito estudo e vontade de mudar de vida. Uma mulher negra que batalhou pelo seu espaço e conseguiu vencer.

Fontes: IBGE, Portal Africas, Catraca Livre

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05 abr 2017